- O chef René Redzepi deixou o Noma após reconhecer ter maltratado e agredido fisicamente funcionários ao longo de anos.
- Os patrocinadores empresariais retiraram o apoio ao pop-up do Noma em Los Angeles, que abriu recentemente.
- Redzepi afirmou que vai afastar-se da operação em Los Angeles e elogiou a equipa atual, dizendo que o projeto continuará sem a sua participação.
- O caso ganhou destaque após relatos de ex-funcionários e de um antigo responsável pelo laboratório de fermentação do Noma, publicados no mês passado.
- Grandes veículos, incluindo o The New York Times, publicaram relatos de maus-tratos, que incluem humilhações públicas e agressões, contribuindo para protestos e críticas à cultura de cozinha no Noma.
René Redzepi, cofundador do restaurante Noma, deixou a empresa após admitir mau-tratos e agressões a funcionários ao longo de vários anos. A decisão acontece depois de patrocinadores corporativos retirarem o apoio ao pop-up Noma em Los Angeles, aberto na quarta-feira. O custo de uma refeição em LA ronda os 1 500 euros.
Redzepi afirmou, numa publicação no Instagram, ter decidido afastar-se após mais de duas décadas à frente do restaurante. Disse ainda procurar ser um líder melhor e admitiu que as mudanças ocorridas não reparam o passado. Detalhou que não conseguiu lidar com a pressão.
O chef pediu desculpas à equipa, reconhecendo que alguns erros passados foram graves. Anunciou que o projeto de Los Angeles prossegue sem a sua participação e elogiou a equipa atual, a qual descreveu como a mais forte de sempre.
Histórico de denúncias
No mês anterior, Jason Ignacio White, antigo responsável pelo laboratório de fermentação, começou a publicar relatos de abusos que testemunhou no Noma. Partilhou mensagens recebidas de outros ex-funcionários.
White descreveu o Noma como uma cultura de medo, abuso e exploração, destacando episódios considerados recorrentes por trabalhadores. Os relatos geraram protestos online e abertura de críticas ao espaço.
A imprensa internacional trouxe novas informações, incluindo uma extensa reportagem do New York Times com testemunhos de maus-tratos, incluindo socos e humilhações públicas, no restaurante dinamarquês.
Redzepi tem sido associado a relatos de maus-tratos e ao uso de estágios não remunerados para assegurar o funcionamento do restaurante, que já liderou a lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo várias vezes.
Ativistas em Los Angeles anunciaram protestos contínuos por salários justos e condições de vida compatíveis com o custo de vida, sublinhando que relatos de abusos no Noma são conhecidos há anos no sector.
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