Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Feira de educação recebe stand do Chega com cartazes anti-imigração

Stand do Chega na Futurália divulga mensagens anti-imigração associadas à teoria da Grande Substituição, gerando críticas entre jovens

Stand do Chega na Futurália, que é visitada por milhares de estudantes, tem mensagens onde se lê "Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)" ou "Sorria, estamos a ser substituídos"
0:00
Carregando...
0:00
  • O Chega utilizou o stand da Juventude no evento Futurália, em Lisboa, para divulgar mensagens anti-imigração associadas à teoria da Grande Substituição.
  • O espaço mostra imagens de André Ventura, um mapa com percentagens de nascimentos de imigrantes em vários concelhos e frases como “Isto não é mesmo o Bangladesh” e “Sorria, estamos a ser substituídos”.
  • Estas mensagens repetem conteúdos já difundidos pelo partido nas ruas, que deram origem a 51 denúncias por racismo e discriminação junto da Procuradoria-Geral da República e da Comissão Nacional de Eleições.
  • O Ministério Público arquivou as denúncias, entendendo que as mensagens se enquadram nos limites da liberdade de expressão de políticos.
  • A Futurália está a decorrer em Lisboa e vai até sábado.

O Chega utilizou o seu stand na Futurália, feira de educação promovida pela Fundação AIP, que decorre em Lisboa até este sábado, para divulgar mensagens anti-imigração associadas à teoria da Grande Substituição. No espaço dedicado à juventude, aparecem imagens de André Ventura rodeado por armas e um mapa de Portugal com dados de nascimentos de filhos de imigrantes em vários concelhos, acompanhados de mensagens como Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece) e Sorria, estamos a ser substituídos.

As mensagens remontam a uma campanha já conhecida do partido, que levou a 51 denúncias apresentadas à Procuradoria-Geral da República e à Comissão Nacional de Eleições. Os queixosos alegavam racismo e xenofobia, sugerindo possível crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência.

Foi divulgado que o Ministério Público arquivou os casos, concluindo que as mensagens se enquadram nos limites da liberdade de expressão concedida a políticos. A decisão foi comunicada ao público na última quarta-feira, sem, contudo, deixar de gerar debate entre assistentes e participantes na feira.

Contexto institucional

Analistas lembram que a atuação em espaços educativos pode suscitar reacções diversas, incluindo críticas de entidades civis e representantes de organizações que defendem a igualdade. A Futurália continua em funcionamento, com várias organizações a participar em áreas de educação e formação, em Lisboa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais