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Leitão Amaro teme que a Lusa vá parar às mãos de um novo Sócrates

Ministro Leitão Amaro defende estatutos da Lusa para escrutínio parlamentar e rejeita que a agência vá parar às mãos de um novo Sócrates

Ministro Leitão Amaro
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  • O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, defendeu os estatutos da Lusa que preveem a presença da direção de informação numa comissão parlamentar.
  • Faleou no jantar-debate sobre políticas públicas para os media, organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social.
  • Os estatutos indicam que o Conselho de Administração e o diretor de informação podem apresentar informações ao parlamento quando solicitados.
  • Leitão Amaro afirmou que o parlamento discute, pergunta e escrutina, mas não manda; não há obrigação anual de comparecer, apenas quando chamado.
  • Reafirmou que não quer a Lusa “nas mãos de um novo Sócrates”, enfatizando a defesa da agência frente a eventuais interferências.

António Leitão Amaro, ministro da Presidência, defendeu os estatutos da Lusa durante um jantar-debate sobre políticas públicas para os media, organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social. O ministro explicou que a direção de informação pode ser chamada a prestar informações pelo Parlamento, conforme regulamento.

Durante o evento, o governante deixou claro que a função do Parlamento é escrutinar, perguntar e debater, não mandar. Afirmou ainda que não existe obrigação de comparecer anualmente, mas que pode haver convocatória quando o Parlamento assim o exigir.

O ministro recordou uma colaboração anterior com a Assembleia da República, em que esteve numa comissão para discutir interferências políticas na Lusa. Criticou a ideia de poder político ter controlo direto sobre a agência, destacando o papel de defesa institucional que cabe ao Parlamento.

Discurso sobre os estatutos da Lusa

Leitão Amaro reiterou que a defesa da independência da Lusa passa pela atuação parlamentar. Afirmou que o objetivo é evitar cenários de poder excessivo sobre a agência e ressaltou a função do Parlamento na supervisão dos media públicos.

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