- O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) expressou solidariedade com os trabalhadores da Lusa, que se manifestam em Lisboa e no Porto para defender a independência editorial e a autonomia da agência.
- O SMMP afirma que a independência dos Órgãos de Comunicação Social é essencial para o Estado de direito democrático e compara-a à independência da Justiça.
- O apoio do SMMP sustenta que sem jornalismo independente não há escrutínio democrático nem confiança pública nas instituições.
- Os trabalhadores da Lusa exigem transparência na definição do futuro da agência, participação dos sindicatos e revisão dos estatutos aprovados pelo Governo sem consulta aos representantes dos trabalhadores.
- Entre as reivindicações estão a autonomia estratégica, física e funcional da Lusa, proteção contra ingerência externa e aumentos salariais condignos.
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) manifestou solidariedade com os trabalhadores da Lusa, que se manifestam hoje, em Lisboa e no Porto, pela independência editorial e autonomia institucional da agência noticiosa. O apoio foi divulgado numa nota oficial.
Segundo o SMMP, a independência dos Órgãos de Comunicação Social é um pilar fundamental do Estado de direito democrático. A organização entende que, tal como a Justiça precisa de libertar-se de pressões externas, também o jornalismo deve assegurar que a informação chegue aos cidadãos sem interferências políticas, económicas ou partidárias.
A entidade ressalva que sem uma Justiça independente não há confiança pública e sem jornalismo independente não há escrutínio democrático efectivo. A defesa conjunta da independência da Justiça e do jornalismo é apresentada como responsabilidade coletiva para proteger o Estado de Direito.
Apoio e reivindicações dos trabalhadores
Os trabalhadores da Lusa convocaram uma concentração em frente à sede do Governo, em Lisboa, e junto à delegação da empresa no Porto, para a manhã desta quinta-feira. O grupo exige transparência sobre o futuro da agência e a participação dos sindicatos e outros órgãos representativos dos trabalhadores.
Entre as reivindicações, contam-se a autonomia estratégica, física e funcional da Lusa, bem como mecanismos de proteção contra ingerência externa na prestação do serviço público. Os trabalhadores argumentam que os estatutos da Lusa, aprovados sem consulta aos representantes, devem ser revistos.
Os manifestantes também apontam a necessidade de aumentos salariais dignos, entre outros pontos, como parte das condições para garantir a independência e a estabilidade da agência nacional de notícias. A direção da Lusa não se pronunciou até ao momento sobre o conjunto de reivindicações.
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