- As vítimas que apresentaram pedido receberão, em breve, a notificação devidamente fundamentada com a decisão, segundo a CEP.
- Os montantes foram definidos com base nos pareceres da Comissão de Fixação de Compensação; o processo continuará com reserva e confidencialidade.
- O último balanço, em meados de janeiro, indicava 95 pedidos de indemnização, dos quais 84 já tinham sido considerados efectivos para análise; a maioria foi apresentada por homens, com idade média de 55 anos.
- O dinheiro será distribuído assim: 50 por cento pela Conferência Episcopal Portuguesa e a restante metade repartida entre as dioceses e os institutos de vida consagrada.
- Este desfecho ocorre após o relatório de 2023 da comissão independente, que estimou milhares de vítimas nos 70 anos anteriores, com a maioria dos casos alegadamente envolvendo padres em seminários.
Os bispos portugueses definiram os montantes a atribuir aos pedidos de indemnização apresentados por vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica em Portugal. A decisão foi comunicada pelo Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) numa nota emitida esta tarde.
As vítimas que apresentaram pedidos receberão, em breve, a notificação devidamente fundamentada com a decisão. A CEP adianta que não avançará pormenores sobre os montantes, afirmando apenas que as quantias se basearam nos pareceres da Comissão de Fixação de Compensação.
O processo manter-se-á reservado, assegurando a privacidade e a proteção de dados de todos os envolvidos. A nota sublinha o compromisso da Igreja com a reparação e o acolhimento de novas vítimas que surjam, mesmo após o encerramento do prazo de apresentação.
Contexto
Na segunda metade de janeiro, o balanço apontava 95 pedidos de indemnização, dos quais 84 já tinham sido considerados efectivos e estavam a ser analisados pela Comissão de Fixação da Compensação. A maior parte dos pedidos foi apresentada por homens, com idade média de cerca de 55 anos.
O montante pago será disponibilizado pela CEP, que representa os bispos portugueses, sendo 50% do total, enquanto a outra metade ficará repartida entre as dioceses e os institutos de vida consagrada.
O relatório independente de 2023, liderado pelo pedopsiquiatra Pedro Stretch, estimou que pelo menos 4815 pessoas teriam sido vítimas de abuso no espaço eclesial nos 70 anos anteriores, com a maioria dos abusos cometidos por padres e ocorridos principalmente em seminários.
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