- O Doclisboa 2026, que decorre entre 15 e 25 de outubro, dedica a sua grande retrospectiva a Lino Brocka, o primeiro cineasta filipino a alcançar reconhecimento internacional.
- A capa da retrospectiva é Lino Brocka — Matem o Artista Nacional, com uma sessão de apresentação a 17 de julho na Cinemateca Portuguesa.
- Um dos títulos a exibir é Bona (1980), melodrama de obsessão, que estreou na Quinzena dos Realizadores de Cannes em 1981 e foi restaurado em 2024.
- O foco histórico situa Brocka como progressivamente ativo na contestação cívica durante o regime de Ferdinand Marcos, fundando a organização Concerned Artists of the Philippines.
- O cerne da obra de Brocka, Manila in the Claws of Light (1975), é apresentado como clássico do cinema asiático, retratando a vida na cidade face à miséria e à pobreza, numa altura de transformação política nas Filipinas.
O Doclisboa fecha a edição de 2024 com uma retrospectiva dedicada a Lino Brocka, o primeiro cineasta filipino a merecer elogios consistentes dos críticos ocidentais. A 24ª edição decorre entre 15 e 25 de Outubro.
A mostra, intitulada Lino Brocka — Matem o Artista Nacional, é coorganizada pela Cinemateca Portuguesa. Inclui uma sessão de pré-abertura a 17 de Julho na esplanada da Cinemateca, com o filme Bona (1980) em recuperação restaurada, exibido pela primeira vez de forma ampliada.
Retrospectiva e filmes-chave
Brocka ganhou notoriedade internacional com Insiang (1978) e Manila, Filipinas – Revolução Sangrenta (1989). O seu cinema aborda desigualdades, sob uma lente de melodrama popular, influenciado pelo cinema norte-americano da época.
A obra central, Manila in the Claws of Light (1975), retrata um homem da província que chega à cidade à procura do amor, num retrato da sociedade sob o regime de Marcos. O filme tornou-se referência do cinema asiático.
Contexto histórico e legado
Brocka foi ativo na contestação cívica, fundando a Concerned Artists of the Philippines. Este envolvimento levou-o a colaborar na redação da nova constituição filipina após a queda de Marcos, mantendo a sua produção cinematográfica como forma de ativismo.
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