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Trinta municípios sem equipamento nas redes culturais nacionais em 2025

Trinta municípios sem equipamento nas redes culturais nacionais em 2025, sobretudo em áreas de baixa densidade demográfica, evidenciando necessidade de políticas públicas.

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  • Em 2025 havia trinta municípios portugueses, num total de 308, sem qualquer equipamento das redes culturais nacionais.
  • Esses municípios situam‑se em territórios de baixa ou parcialmente baixa densidade, o que aumenta a necessidade de atenção pelas políticas públicas.
  • Entre as redes culturais, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) domina o panorama, com 262 equipamentos em 262 municípios (85,1%).
  • A Rede Portuguesa de Museus (RPM) soma 175 equipamentos em 96 municípios, com Lisboa, Porto e Sintra a destacarem‑se entre os concelhos com mais equipamentos (28, 15 e 10).
  • As restantes redes apresentam‑se com: RTCP, 103 equipamentos em 93 municípios; RPAC, 97 equipamentos em 47 municípios; e RPA, 57 equipamentos em 40 municípios, sendo Açores a região sem equipamentos na RPA.

Em 2025, trinta municípios portugueses não tinham qualquer equipamento integrado nas redes culturais nacionais, segundo um estudo do Observatório Português das Atividades Culturais (OPAC) a que a Lusa teve acesso. O relatório intitulado Redes culturais nacionais do Ministério da Cultura: indicadores de monitorização 2025 aponta que estes municípios surgem em territórios de baixa ou parcialmente baixa densidade.

Apesar da ausência de equipamentos, Portugal mantém cinco redes culturais nacionais sob alçada do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, com articulação com entidades locais e, em alguns casos, privadas: RNBP, RPM, RPA, RTCP e RPAC. Os dados apontam que o total de municípios com pelo menos um equipamento credenciado continua elevado, refletindo uma distribuição regional marcada.

O OPAC recorda que os equipamentos referidos são apenas os credenciados que cumprem critérios para integrar as redes, distinguindo-se de outros recursos culturais existentes no país. Assim, a presença não esgota o conjunto de dispositivos disponíveis, limitando-se aos que já foram aceites como membros.

Entre as redes, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) mantém liderança, com 262 equipamentos em 262 municípios, representando 85,1% do total de municípios com ligação à rede. A dominação decorre da ampla implantação, principalmente no continente, com menor concentração no interior Norte, no Douro, no Alentejo Central, no Algarve e nas regiões autónomas.

A Rede Portuguesa de Museus (RPM) contava em 2025 com 175 equipamentos distribuídos por 96 municípios. A maior concentração encontra-se no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa, que juntos somam mais de metade dos recursos, com Lisboa, Porto e Sintra a registarem os números mais elevados.

Na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), criada em 2019, havia 103 equipamentos em 93 municípios. A distribuição mostra maior densidade na região Centro, seguida pela região Norte, com destaque para as CIM de Aveiro, Coimbra, Porto e áreas metropolitanas associadas.

A Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) contava com 97 equipamentos credenciados em 47 municípios, com maior incidência no Norte, especialmente na Área Metropolitana do Porto, e em Lisboa, na Grande Lisboa. A região Centro também aparece representada de forma significativa.

Por fim, a Rede Portuguesa de Arquivos (RPA) tinha 57 equipamentos em 40 municípios, com maior concentração na Grande Lisboa e no Norte. A Região Autónoma dos Açores aparece como a única sem qualquer equipamento na RPA. Lisboa concentra o maior número de arquivos na rede, seguida pelo Porto, Évora, Aveiro e Leiria.

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