- A Cinemateca Portuguesa mostra, até ao final do mês, a história e as carreiras de mulheres que tentaram ou conseguiram filmar em Inglaterra entre 1940 e 1964.
- Entre as protagonistas, destaca-se Betty E. Box, que contou um episódio de desequilíbrio salarial no estúdio Rank.
- Ao pedir o mesmo pagamento que um homem, John Davis, responsável do estúdio, disse-lhe: “Para que é que precisas de mais dinheiro? Para outro casaco de peles?”
- A resposta de Box foi clara: se não houver igual remuneração, vai dizer aos colegas que faz mais filmes do que eles, embora ganhe menos.
A Cinemateca Portuguesa vai dedicar o final deste mês a iluminar a história e as carreiras de um grupo de mulheres que tentaram, ou conseguiram, filmar em Inglaterra entre 1940 e 1964.
O programa apresenta o percurso dessas profissionais e o impacto do seu trabalho no cinema britânico, destacando desafios e conquistas ao longo de quase duas décadas de atuação no contexto de Inglaterra.
Entre os exemplos incluídos, figura a trajetória de Betty E. Box, cuja experiência com equipas de produção da Rank expõe as assimetrias salariais da época. Ao pedir equiparação de pagamento com os colegas homens, o responsável questionou a utilidade de mais dinheiro, e a resposta da realizadora não se limitou a razões pessoais, apontando a maior produção de filmes em relação aos restantes.
A iniciativa tem como objetivo contextualizar as trajetórias femininas no setor, revelando as dinâmicas de trabalho, os obstáculos enfrentados e as conquistas alcançadas pelas profissionais que atuaram no cinema britânico entre 1940 e 1964.
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