- O presidente do Canal+, Maxime Saada, negou a existência de uma “lista negra” e anunciou uma nova dimensão a considerar na análise de projetos para financiamento de cinema e TV.
- Saada afirmou que não vai perseguir signatários da carta aberta Zapper Bolloré, e que o Canal+ não é uma filial do grupo Vivendi há 18 meses.
- O grupo vai incluir nos dossiers uma avaliação de como os apresentantes dos projetos veem o Canal+ e se causaram algum prejuízo à empresa, mantendo o financiamento para quem trabalhou nesses signatários.
- A reconfiguração ocorre após uma carta aberta assinada por 600 profissionais de cinema, publicada no Libération, que gerou críticas à influência do magnata Vincent Bolloré no setor.
- Saada lembrou que, em Cannes, o Canal+ já enfrentava resistência, mas destacou que, ao longo de uma década, financiou mil filmes (aproximadamente 100 por ano).
Foi perguntado aos acionistas do Canal+ sobre a carta Zapper Bolloré. Maxime Saada negou que haja uma lista negra. Contudo, disse que o Canal+ vai considerar uma “nova dimensão” na avaliação de projetos. Afirmou que não perseguirá signatários da carta.
Na assembleia geral, Saada explicou as declarações feitas em Cannes. Considera que houve uma injustiça contra o Canal+ e não contra Vincent Bolloré, dono do grupo Vivendi. Reiterou que o Canal+ não é parte do grupo há 18 meses.
O presidente afirmou ainda que a antiga ideia de perseguir assinantes não é lançada oficialmente. Garantiu que o financiamento continuará para projetos em que esses signatários estejam, pois muitos precisam trabalhar.
Nova dimensão na análise de candidaturas
Segundo Saada, além de critérios artísticos e comerciais, as candidaturas passarão a ser avaliadas pela percepção dos proponentes sobre o Canal+. A ponderação inclui possíveis prejuízos causados ao grupo.
Saada lembrou que o Canal+ terá em conta o histórico de relacionamento com o grupo na decisão de financiamento. Esta mudança surge num contexto de controvérsia com artistas que assinaram a carta.
Juliette Binoche, signatária da carta, comentou em França Culture que lamenta vaias em Cannes, reconhecendo o bom trabalho do Canal+. Admitiu que a reação do presidente Saada foi desproporcionada.
Entre na conversa da comunidade