- O filme Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa, chega às salas nesta semana e retrata os últimos dias do ditador António de Oliveira Salazar.
- A narrativa descreve Salazar a sofrer fraqueza após uma operação em 1968 e um AVC, sendo substituído por Marcello Caetano, mas o ditador, com 79 anos, continuou a acreditar estar no poder.
- Há uma imagem marcante no filme: as criadas a mudarem as fraldas de Salazar, conforme descrito pelo realizador.
- O realizador afirma que o filme não pretende fazer comentário sobre a figura, apenas oferecer espaço para reflexão do público, mantendo-se fiel aos factos através de uma ampla documentação.
- O elenco principal inclui Jorge Mota (Salazar), Catarina Avelar (Maria) e Guilherme Filipe (o médico), com contributos da equipa para retratar as múltiplas facetas do personagem e do regime.
O documentário dramático Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa, chega esta semana aos cinemas. O filme aborda o declínio de António de Oliveira Salazar após 1968, quando perdeu a capacidade de governar, e a subsequente substituição por Marcello Caetano.
A obra descreve a vida no Palácio de São Bento durante a ilusão de Salazar, que, mesmo em fraqueza física, mantinha o poder e a aura de autoridade. Um dos momentos marcantes é a imagem de criadas a trocarem as fraldas do ditador.
O realizador afirma que o filme não busca emitir juízos sobre a figura, mas oferecer espaço para reflexão do público. Baseado em extensa leitura de fontes, inclui contributos de toda a equipa e destaca a fidelidade aos factos.
A equipa técnica salientou que Salazar era visto como modesto, mas mantinha-se agarrado ao poder. As atuações de Jorge Mota, Catarina Avelar e Guilherme Filipe foram destacadas pela equipa pela sua interpretação dos papéis.
O investigador sugere que o caso não é único, mas ilustra o legado do Estado Novo e o medo que persiste em tocar nas instituições, refletindo uma passividade histórica associada ao poder central.
Entre na conversa da comunidade