- Santa Maria da Feira investiu mais de 10,48 milhões de euros nos últimos 25 anos para regenerar espaços públicos afetos ao Imaginarius, que nesta edição soma 125 apresentações de 39 projetos.
- A edição atual decorre até à madrugada deste domingo e tem um orçamento de 800 mil euros; o festival passou a designar-se Festival de Artes Performativas no Espaço Público.
- A obra mais cara da lista é a Praça do Arquivo Municipal, cerca de 3,2 milhões de euros, integrada numa intervenção de quatro milhões.
- O Centro de Criação Imaginarius (ICC) resulta da reconversão do antigo matadouro municipal, com 350 mil euros investidos, e funciona como centro criativo com residências artísticas.
- Entre as restantes intervenções estão o Parque Condes de Fijô (2,3 milhões já gastos, com mais seis milhões previstos), melhorias em arruamentos (cerca de dois milhões), Quinta do Castelo (1,85 milhões) e intervenções em praças como a da República (aprox. 400 mil) e a Gaspar Moreira (235 mil), além de reforço da iluminação pública (>150 mil).
A Câmara de Santa Maria da Feira gastou 10,48 milhões de euros nos últimos 25 anos para regenerar espaços públicos ligados ao festival Imaginarius. A edição deste ano, que decorre até à madrugada deste domingo, soma 125 apresentações em 39 projetos.
O Imaginarius, que começou como Artes de Rua, passou a Festival de Artes Performativas no Espaço Público, mantendo um orçamento de 800 mil euros para a rubrica atual. O valor global corresponde a investimentos em várias intervenções ao longo de mais de duas décadas.
Investimentos mais significativos
A intervenção mais cara foi a Praça do Arquivo Municipal, orçada em cerca de 3,2 milhões de euros, integrada numa requalificação de quatro milhões. O espaço funciona desde 2023 como um dos palcos mais intimistas do festival.
A recuperação do antigo matadouro municipal, concluída em 2017, custou 350 mil euros e criou o Imaginarius Centro de Criação (ICC). O espaço serve de centro nevrálgico para residências artísticas e ensaios.
Ao todo, restam obras com maior impacto para o festival e para outros eventos locais, como a criação do Parque Condes de Fijô, já com 2,3 milhões de euros investidos. O projeto envolve aquisição de terrenos e infraestruturas, com planos de continuar com mais seis milhões.
Valorização de recursos e mobilidade
O projeto contempla novos açudes e espelhos de água no vale do Cáster, bem como uma vasta rede de percursos e anfiteatros naturais. O objetivo é expandir o perímetro de atuação do Imaginarius e de outros eventos.
Cerca de dois milhões de euros destinam-se a arruamentos e passeios, nomeadamente na Rua Roberto Alves, Rua dos Descerrimentos e Largo do Rossio, para melhorar mobilidade e eliminar barreiras.
Na Quinta do Castelo, recuperada em 2019, foram investidos 1,85 milhões de euros para lagos, grutas artificiais e muros de apoio, integrando a Rota dos Jardins Históricos do Grande Porto e Norte.
Espaços cénicos adicionais
A Praça da República recebeu 400 mil euros em 2017 para vencer a topografia e criar um anfiteatro natural, com melhorias de visibilidade para grandes aglomerados. A Praça Gaspar Moreira foi intervencionada com 235 mil euros, criando um anfiteatro em degraus com espelhos de água.
A iluminação pública foi reforçada nos últimos anos, totalizando mais de 150 mil euros. A renovação para LED melhorou a cenografia, visibilidade de palco e segurança para artistas e público.
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