- O IndieLisboa encerrou a edição número vinte e três com Barrio Triste a vencer a competição internacional.
- Barrio Triste, de Stillz (Matías Vázquez), é um filme passado nos bairros de lata de Medellín.
- Cochena, de Diogo Allen, ganhou o Prémio Melhor Longa-Metragem Nacional.
- A Melhor Realização em Longa-Metragem Nacional foi para João Nicolau, por A Providência e a Guitarra.
- No palmarés nacional, destacam-se ainda A Solidão dos Lagartos (Melhor Curta-Metragem) e Coroa de Espinhos (Prémio Novo Talento).
O IndieLisboa encerrou a sua edição número 23 neste fim de semana, em Lisboa, com a vitória da competição internacional para o filme colombiano Barrio Triste, dirigido por Stillz, pseudónimo de Matías Vázquez. O júri premiou a obra pela sua perspetiva sobre bairros periféricos de Medellín, realizada com estilo documental.
Barrio Triste venceu a competição internacional, destacando a narrativa visual de Street-level sobre a cidade colombiana. O filme é reconhecido pela abordagem estética e pelo uso de imagens das ruas, associadas a uma leitura social do fenómeno descrito.
Na vertente nacional, Cochena, o primeiro documentário de Diogo Allen, venceu Melhor Longa-Metragem. Allen, que se estreou na realização, já contava com experiência como assistente de realização e segunda unidade em produções anteriores.
Ainda na competição nacional, João Nicolau recebeu o prémio de Melhor Realização em Longa-Metragem por A Providência e a Guitarra, reconhecendo a direção e o olhar técnico sobre o tema. A lista completa reflete a diversidade de estilos presentes no festival.
Outras distinções nacionais incluíram A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes, como Melhor Curta-Metragem, e Coroa de Espinhos, de Francisco Moura Relvas, no Prémio Novo Talento. Cochena também conquistou o Prémio Universidades.
Na Competição Silvestre, My Wife Cries, de Angela Schanelec, ficou com o título de Melhor Longa-Metragem, numa coincidência entre Colónias de produção europeias. Já Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack venceu a Melhor Curta-Metragem nesta secção.
Na rubrica Novíssimos, Abril, de Maria Moreira e Victor Hugooli, destacou-se como Melhor Filme, seguido de Éramos Só Putos, de João Nunes Monteiro, com o Prémio Escolas. O prémio IndieMusic foi para PARA VIVIR, El Implacable Tiempo de Pablo Milanés, de Fabien Pisani.
Mulheres de Abril, de Raquel Freire, recebeu o Prémio Amnistia Internacional, dentro da seleção de novos talentos que o festival tem vindo a destacar. A curadoria manteve o foco na diversidade de perspectivas e géneros cinematográficos.
Entre na conversa da comunidade