- Exposição em Teerão, intitulada Arte e guerra, mostra obras de Roy Lichtenstein, Robert Indiana e James Rosenquist, escolhidas pela temática anti-guerra.
- As peças pertencem à principal coleção de arte moderna americana e europeia do museu, adquirida na década de 1970 pela imperatriz Farah Pahlavi, e permanecem afastadas do público desde a revolução.
- Destaques como F-111, de James Rosenquist, e Brattata, de Lichtenstein, criticam o complexo militar-industrial e a guerra, atraindo jovens visitantes.
- O diretor Reza Dabiri-Nejad afirmou que a exposição é uma resposta aos acontecimentos que rodeiam o Irão, com obras moldadas pela experiência de guerra ou por reações a conflitos, e a curadoria reduziu o conjunto para facilitar armazenamento seguro se o conflito recomeçar.
- O museu reabriu após o cessar-fogo, depois de um período de encerramento forçado durante quarenta dias, com visitantes vendo na arte uma forma de sobrevivência e de lidar com a incerteza.
O Irão acolhe em Teerão a exposição Arte e guerra, numa altura de tensões no Médio Oriente. A mostra reúne obras da principal coleção de arte moderna americana e europeia do museu, adquirida na década de 1970 pela Farah Pahlavi, mulher do antigo xá, e que tem estado largamente afastada do público desde a revolução.
As obras exibidas, de Roy Lichtenstein, Robert Indiana e James Rosenquist, são da pop art dos anos 60 e foram selecionadas pela temática anti-guerra. A curadoria enfatiza peças que abordam o conflito e a violência.
A coleção, criada com apoio do governo do xá, teve a maior parte das peças adquiridas nos anos 70, quando o Irão era próximo dos EUA. A exposição justifica-se pela intensidade do cenário internacional e pela relevância histórica da coleção.
Reação dos visitantes
Visitantes em Teerão reconheceram a importância da exposição num momento de instabilidade. Entre os destaques, a obra F-111 de Rosenquist, que critica o complexo militar-industrial, e Brattata de Lichtenstein, uma cena de combate no estilo de banda desenhada.
Ghazaleh Jahanbin, artista local, identificou a ironia de artistas americanos na abordagem da guerra, sugerindo que a distância geográfica influencia a percepção do conflito. Outra visitaante destacou o papel da arte como refúgio em tempos difíceis.
Comentários oficiais e gestão da mostra
O diretor do museu, Reza Dabiri-Nejad, disse que a exposição é uma resposta aos acontecimentos que rodeiam o país. As obras foram moldadas pela experiência da guerra ou criadas como reação a conflitos.
Durante os 40 dias de guerra, o museu ficou encerrado. Com o cessar-fogo, reabriu, mas o número de obras em exibição foi reduzido para facilitar uma eventual transferência para locais de armazenamento seguros.
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