Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cultura em contraciclo: seguimos o dinheiro de filmes bons e livros blindados

Seguir o dinheiro revela impactos no cinema, na música e na literatura, incluindo cortes legais, alterações de narrativas e pressões éticas e institucionais

Helen Mirren
0:00
Carregando...
0:00
  • Helen Mirren integra uma carta aberta, assinada por mais de mil profissionais do entretenimento, a defender a manutenção de Israel no Festival Eurovisão da Canção; ao mesmo tempo, regista-se a revisit a de um dos pontos altos da sua carreira, o filme de Peter Greenaway, O cozinheiro, o ladrão, a sua mulher e o amante dela (1989).

  • A produção Michael, de Antoine Fuqua, sobre a ascensão de Michael Jackson, já é objeto de documentários vindouros; o corte de referências a acusações de abuso infantil nos anos noventa, por indicação legal, tornou a narrativa mais imaculada, e houve ainda a recusa de Janet Jackson que a personagem não aparecesse no filme.

  • No livro The revolutionists: the story of the extremists who hijacked the 1970s, Jason Burke mostra a evolução do terrorismo, que passou de grupos de esquerda sem ligações religiosas para o extremismo islâmico atual, com o rasto do dinheiro a sustentar organizações como o Hamas e o Hezbollah.

No momento em que Helen Mirren se distingue entre mais de mil profissionais do mundo do entretenimento, signatários de uma carta em defesa de manter Israel no Festival Eurovisão da Canção, regressa-se a um dos momentos mais marcantes da sua carreira: a violência fantasmagórica de O cozinheiro, o ladrão, a sua mulher e o amante dela, de Peter Greenaway (1989).

A carta em defesa de Israel envolve diversas personalidades do cinema e da cultura, e surge numa discussão pública sobre o festival europeu. A posição de Mirren é destacada no contexto de uma indústria dividida sobre o tema.

A ignorar

A história de Michael, de Antoine Fuqua, que retrata a ascensão de Michael Jackson, já inspira futuros documentários. O maior percalço foi o corte, por decisão legal, de referências às acusações de abusos ocorridos nos anos 1990. A narrativa ficou desprovida dessas referências.

Ainda assim, a produção manteve a linha ficcional, com uma recusa de Janet Jackson para que a sua personagem aparecesse no filme, o que condensa tensões entre realismo biográfico e autorização de uso de imagens.

A não esquecer

No livro The revolutionists: the story of the extremists who hijacked the 1970s, Jason Burke analisa como o terrorismo mudou de cores e credos. Do eixo esquerdista antigo para o atual motor religioso islâmico, com o dinheiro como motor e combustível de organizações como o Hamas e o Hezbollah.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais