- A realizadora alemã Angela Schanelec apresentou no IndieLisboa o seu décimo filme, My Wife Cries.
- Ao vivo, disse que não entende por que é que se questiona os cineastas sobre temas que não se perguntam a outros artistas.
- Referiu que, quando o seu filme estreia, fica surpreendida se é visto como estranho, mesmo não se sentindo desconfortável.
- Afirmou que, enquanto trabalha num filme, não se vê como única ou especial, apenas a trabalhar e a esperar que o público perceba.
- O momento decorreu na Culturgest, com a cineasta a rir-se num sofá durante a conversa.
O cinema alemão esteve em foco no IndieLisboa, com a realizadora Angela Schanelec a apresentar o seu décimo filme, My Wife Cries, numa sessão realizada na Culturgest, em Lisboa. A conversa centrou-se na receção do filme pelo público.
Schanelec, nascida em 1962, afirmou não se ver como alguém único nem especial quando um novo trabalho chega aos ecrãs, apenas como alguém a trabalhar. Disse que fica surpreendida quando o filme é visto como estranho, confiando que o público o entenderá.
A realizadora explicou que não percebe por que se colocam perguntas direcionadas apenas aos cineastas, quando artistas de outras áreas raramente são confrontados com as mesmas questões. O tema voltou a dominar a conversa da sessão.
My Wife Cries é o quinto filme a figurar na programação de competição do festival, sinalizando o contínuo interesse pela sua obra singular no cinema contemporâneo. A organização do IndieLisboa não revelou mais detalhes sobre a próxima sessão.
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