- A 23.ª edição do Festival Internacional de Cinema IndieLisboa começa hoje no cinema São Jorge, com a realizadora Tizza Covi em sala para apresentar o evento.
- O filme de abertura é The Loneliest Man in Town, de Tizza Covi e Rainer Frimmel, que conta a história de um músico a atravessar o esquecimento e a ameaça de demolição da casa onde vive.
- As secções competitivas atravessam fronteiras de género, forma e geografia, procurando diálogo com o mundo e entre diferentes perspetivas.
- Na competição portuguesa vão estar 29 filmes a concurso, com oito longas-metragens e 21 curtas, incluindo títulos como 18 Buracos para o Paraíso, A Providência e a Guitarra e Fordlândia Panacea.
- O festival encerra a 10 de maio com a estreia nacional de The History of Concrete, de John Wilson, a primeira longa-metragem documental sobre o betão.
O festival IndieLisboa inicia hoje a sua 23ª edição no Cinema São Jorge, em Lisboa. A sessão de abertura fica a cargo do filme austríaco The Loneliest Man in Town, de Tizza Covi e Rainer Frimmel. O convite é para explorar fronteiras de género e ouvir novas vozes de Portugal.
The Loneliest Man in Town conta a história de Al Cook, músico de blues nascido em Viena com o nome Alois Koc, que enfrenta o esquecimento e a demolição da casa onde vive. O filme já foi exibido no Festival de Berlim e abre o certame de cinema independente.
Na organização do IndieLisboa, a aposta é pela diversidade de formatos e geografias, com debate entre cinema e corpo, refletindo sobre o mundo que nos cerca. A programação evidencia uma abertura a vozes emergentes e já consagradas.
Na competição portuguesa são 29 filmes a concurso, entre 8 longas e 21 curtas. O conjunto aposta numa selecção ambiciosa e diversificada, com autores nacionais premiados e novos talentos.
Entre as longas em concurso destacam-se 18 Buracos para o Paraíso, de João Nuno Pinto, A Providência e a Guitarra, de João Nicolau, e Fordlândia Panacea, de Susana de Sousa Dias. Cada título promete criterios de análise distintos.
Em conjunto com filmes competitivos, entram em competição Doios e um gato, de Patrícia Saramago, a título póstumo, e A culpa é da água, animação de uma equipa portuguesa sobre Gisberta Salce. Também entra Onde nascem os pirilampos, de Clara Vieira, seleccionado para Cannes.
Fora de competição, mas dentro do cinema português, vão integrar-se Auto da Casa, de Tiago Bartolomeu Costa e Joana Cunha Ferreira, sobre o Teatro Nacional D. Maria II, Mulheres de Abril, de Raquel Freire, e O Velho Salazar, de João Botelho.
A programação inclui ainda filmes como Rose, de Markus Schleinzer, com a atriz Sandra Hüller, Le cris de Gardes, regresso de Claire Denis, e At Work, de Valérie Donzelli. A seleção aposta em produção internacional de qualidade.
Nesta edição há uma retrospetiva em parceria com a Cinemateca Portuguesa dedicada ao mockumentary, com obras de Rob Reiner, Woody Allen, Ruben Ostlund, Sergio Oskman e Damien Houser. O foco é explorar o formato do falso documentário.
Na secção IndieMusic destacam-se filmes como Quem tem medo de Zurita de Oliveira? de Francisca Marvão, sobre uma pioneira do rock português, Rua (Isto não é um filme, é um cometa) de João Bigos Campaniço e Percursos Alternativos – Ecos de Garagem, sobre o rock em Viseu nos anos 80 e 90, de Rui Mota Pinto.
A secção Boca do Inferno, dedicada a propostas mais ousadas, inclui Dracula, de Radu Jude, cuja narrativa decorre numa Transilvânia contemporânea com temas de trabalhadores. A curadoria mantém o espírito de explorar o extraordinário.
O festival encerra a 10 de maio com a estreia nacional de The History of Concrete, de John Wilson, uma longa-metragem documental que analisa o betão como matéria-prima. O IndieLisboa volta a colocar Portugal no mapa do cinema independente.
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