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Cinema espanhol aborda intimidade e família; o português não?

Três estreias espanholas em Portugal abrem o debate sobre por que o cinema português evita a intimidade familiar e os espaços privados

Romaria, filme da realizadora espanhola Carla Simon
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  • Três estreias espanholas chegam a Portugal: Histórias do Vale Bom, Os Domingos e Romaria, que abordam a intimidade e a família.
  • O texto questiona por que os portugueses, em geral, evitam territórios de intimidade no cinema e se a ausência de uma classe média explica o afastamento em relação ao cinema nacional.
  • Em Histórias do Vale Bom, a história passa-se num bairro da periferia de Barcelona, entre mundo urbano e rural; Os Domingos foca Ainara, jovem que quer ser freira; Romaria acompanha uma jovem que viaja a Vigo para conhecer histórias dos pais toxicodependentes e vítimas de sida.
  • O artigo compara o mito do cinema espanhol, incluindo o legado de Pedro Almodóvar, com estas obras que não seguem esse universo.
  • No Escuro é um podcast semanal com jornalistas do Público, disponível nas plataformas habituais, acompanhado de música de Rodrigo Amado Quartet.

O cinema espanhol volta a olhar para a intimidade e a família com três estreias em Portugal: Histórias do Vale Bom, Os Domingos e Romaria. As obras focam dramas familiares e realidades sociais sem derivarem para o universo de Almodóvar.

O texto contrasta a tradição cinematográfica espanhola, que sempre filmou nos recantos do privado, com a tendência portuguesa de evitar esse território. O debate aborda por que o cinema de Portugal tem sido menos voltado para estas temáticas.

Histórias do Vale Bom acompanha um bairro periférico de Barcelona, entre o urbano e o rural, com moradores tradicionais e recém-chegados. Os Domingos apresenta Ainara, jovem que quer tornar-se freira e enfrenta a oposição familiar. Romaria segue outra jovem a Vigo, em busca das histórias dos pais toxicodependentes.

A análise aponta ainda que a ausência de uma classe média e de problemas do quotidiano pode explicar o distanciamento de parte do público face ao cinema nacional. O fenómeno Manoel de Oliveira aparece como referência, com preconceitos ainda enraizados.

As obras em Portugal pretendem oferecer um espelho da realidade espanhola, sem seguir o imaginário dominante. O debate continua a abrir espaço para novas leituras e para o interesse de públicos diversos.

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