- Uma versão de Val Kilmer gerada por inteligência artificial fará parte do elenco do filme independente As Deep as the Grave, após a sua morte em abril de 2025.
- Kilmer morreu aos sessenta e cinco anos, em consequência de pneumonia, tendo já enfrentado um cancro na garganta que exigiu traqueotomias.
- A personagem de um padre católico no filme foi criada digitalmente a partir de imagens do actor, após os produtores manterem o projeto sem a sua presença física no set.
- Os herdeiros, incluindo a filha Mercedes Kilmer, concordaram com a duplicação digital, descrita como respetuosa com a forma como Val era.
- A rodagem enfrentou a pandemia de covid-19 e questões éticas sobre IA na indústria, com o Sindicato dos Atores a estabelecer regras para o uso de IA e consentimento de intérpretes.
Val Kilmer volta aos holofotes num projeto independente dos EUA, com uma versão gerada por IA da sua personagem. A produção chama-se As Deep as the Grave e marca uma das utilizações mais discutidas de IA no cinema atual.
Kilmer morreu em abril de 2025, aos 65 anos, após uma pneumonia. O ator já enfrentava doença há anos, incluindo um cancro na garganta diagnostico em 2014, que o levou a duas traqueotomias. O filme foi rodado sem a sua presença no set.
A produção acompanha três protagonistas: dois arqueólogos, Ann e Earl Morris, que exploram o Arizona seguindo traços do povo Navajo, e um padre católico ligado à espiritualidade nativa. Kilmer não chegou a atuar no set, pela condição de saúde.
Herdeiros de Kilmer concordaram com a duplicação digital da personagem a partir de imagens do ator ao longo da vida e dos seus filmes mais recentes. Mercedes Kilmer, filha do ator, confirmou a decisão, destacando o otimismo do pai em relação à IA como ferramenta narrativa.
O realizador Coerte Voorhees descreve a escolha como parte da ideia original da personagem, alinhada à herança de Kilmer e aos laços do ator com o Sudoeste norte-americano. A produção afirma que a presença digital respeita a memória de Kilmer e a sua visão criativa.
A rodagem enfrentou a pandemia de covid-19, que causou interrupções anteriores. Mesmo assim, os produtores consideraram essencial manter a personagem do padre para manter o equilíbrio da narrativa, recusando a substituição por outro intérprete.
Enquanto a indústria debata os riscos e benefícios da IA, o filme levanta questões sobre ética e consentimento. O SAG-AFTRA tem regras que exigem autorização de intérpretes para usos de IA envolvendo mortes ou substituições. No caso de Kilmer, a equipa garante que tudo seguiu os padrões.
A apresentação pública de Val Kilmer em As Deep as the Grave não representa apenas uma homenagem, mas também um marco técnico. A produção pretende mostrar como a IA pode expandir as possibilidades de contar histórias sem desvalorizar o legado do ator.
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