- O ministro da Defesa, Boris Pistorius, pretende substituir a megafragata F‑126 por oito fragatas mais pequenas para a Marinha alemã, noticia a Der Spiegel.
- Já foram investidos cerca de dois mil milhões de euros no projeto das fragatas, que ficou comprometido com o cancelamento da F‑126.
- Em vez da F‑126, as oito fragatas encomendadas serão do tipo MEKO‑A‑200, com cerca de 120 metros de comprimento; cada navio fica em torno de 1,6 mil milhões de euros.
- O custo total estimado para o novo conjunto de fragatas fica entre dois mil e três e dois mil e quatro milhões de euros, com o contrato a ser atribuído à TKMS.
- A Bundeswehr pode aumentar o envolvimento no Estreito de Ormuz, onde já foram enviados a fragata Fulda e o navio de apoio Mosel, com cerca de 140 militares a bordo.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, planeia substituir a maior fragata do mundo por navios mais pequenos para a Marinha. A decisão foi reportada pela Der Spiegel. O objetivo é adaptar o programa à realidade orçamental e aos atrasos do projeto original.
Segundo a revista, o governo já investiu entre 2,3 e 2,4 mil milhões de euros no programa das fragatas. O orçamento foi aplicado ao longo de várias fases, sem adiantar números finais de uma eventual revisão.
Originalmente, a fragata F-126 estava prevista para entrega em 2029. O estaleiro Damen, nos Países Baixos, foi substituído em 2025 pela empresa Lürssen Naval Vessels, agora parte da Rheinmetall, conforme o relatório.
O que muda no projeto e nos custos
Em vez da F-126, o plano é encomendar oito fragatas de menor porte, do tipo MEKO-A-200, à TKMS. Cada unidade custaria cerca de 1,6 mil milhões de euros, ainda que o preço na segunda fase possa variar.
As novas unidades terão aproximadamente 120 metros de comprimento e deslocamento de 4200 toneladas, em contraste com a megafragata original de 166 metros e 10 500 toneladas. O recorte também aumenta o número de navios para oito.
A marinha alemã confirmou alinhamento com a decisão de reduzir a dimensão das fragatas. A mudança visa manter capacidades, com custos potencialmente mais contidos, segundo fontes citadas pela imprensa.
Participação no Estreito de Ormuz
A Alemanha, o Reino Unido e a França discutem estratégias para desminar o Estreito de Ormuz, visando restabelecer a navegação após tensões regionais. A Bundeswehr já enviou fragata e navio-logístico ao Médio Oriente, com perto de 140 militares a bordo.
A presença alemã ocorre num contexto de cooperação com parceiros europeus, incluindo o porta-aviões francês Charles de Gaulle, para apoiar operações na região. A avaliação pública sobre a participação varia entre apoio e prudência, conforme sondagens.
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