- O Movimento Armizar Lusitano, grupo neonazi, é acusado de terrorismo pelo Ministério Público.
- O Ministério Público aponta planos de criar tribunais populares para julgar e punir alvos considerados responsáveis pelo “declínio da nação”.
- Entre os alvos estavam a sede do SOS Racismo e a casa do primeiro-ministro, Luís Montenegro, a ser alvo de um atentado com granada.
- Nove arguidos foram acusados; a acusação contra outros suspeitos da operação, desencadeada pela Polícia Judiciária no ano passado, foi retirada.
- O grupo defendia, em linha neonazi, que a cidadania e os direitos de um indivíduo devem ser determinados pela etnia ou sangue.
O Movimento Armizar Lusitano (MAL), grupo neonazi, é acusado de terrorismo pelo Ministério Público. A acusação envolve planos de criar tribunais populares para julgar e punir alvos apontados como responsáveis pelo declínio da nação. A operação foi desencadeada pela Polícia Judiciária no ano passado.
Nove arguídos estão acusados, enquanto a justiça retirou a acusação a outros suspeitos. O MAL defendia, em linha com princípios neonazis, que a cidadania e os direitos de um indivíduo devem depender da etnia ou sangue.
Acusações e alvos
Entre os alvos identificados estavam entidades associadas a causas antirracistas, incluindo a sede do SOS Racismo. Os planos também incluíam a realização de um atentado com granada à casa do primeiro-ministro, Luís Montenegro, segundo a acusação.
Ao longo das investigações, a PJ recolheu elementos que indicam a existência de um projeto de atuação violenta para impor uma visão racializada. O processo continua a ser analisado pelos tribunais competentes.
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