Até 31 de maio, Portugal regista 57 mortes por afogamento, segundo dados provisórios do Observatório do Afogamento da Fepons. No período entre 1 de janeiro e 31 de março, foram 36 óbitos. O total de maio aproxima-se do mesmo intervalo de 2024, que teve 58 mortes.
Entre os lugares onde ocorreram as mortes, a maioria foi em rios (17 vítimas, 47,2%), seguida pelo mar (7, 19,4%). Estradas inundadas totalizaram 4 casos (11,1%), enquanto poços e barragens tiveram 3 cada (8,3%), além de um caso em porto de abrigo e outro em piscina doméstica (2,8%).
A distribuição geográfica aponta 13,9% dos casos no distrito de Coimbra, 11,1% em Braga e na ilha da Madeira. A Fepons avança que 100% das ocorrências aconteceram em locais sem assistência a banhistas.
Evolução e medidas propostas
A Federação sublinha a necessidade de uma resposta nacional coordenada, com foco em prevenção. Estão previstas reuniões com entidades governamentais para apresentar propostas específicas.
A organização recomenda reforçar educação para o risco aquático, medidas para rios e águas interiores, atualização da legislação de assistência a banhistas e criação de mecanismos para atrair mais nadadores-salvadores. Também defende sistemas de avaliação de risco e prevenção.
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