O presidente francês Emmanuel Macron acolhe a última cimeira do G7 antes de deixar o impacto político no próximo ano, com a Ucrânia, o Médio Oriente, a China, a IA e a proteção de menores online no cerne da discussão. O encontro decorre em Évian, França, ao longo de três dias.
Os dirigentes do G7 chegam a Évian para debater a guerra na Ucrânia, a concorrência chinesa, a segurança online de crianças e o avanço da inteligência artificial, numa agenda marcada por desafios diplomáticos e económicos globais.
A cimeira segue-se a um acordo de princípio entre os Estados Unidos e o Irão, que abre uma janela de negociações de 60 dias, segundo a análise dos participantes. O objetivo é avançar em questões regionais e de segurança.
Donald Trump, presidente americano, elogiou o acordo e afirmou que a relação com o Irão se aproxima de um novo equilíbrio. Também indicou que o estreito de Ormuz deverá manter-se aberto, com mineraria ainda reduzida nas próximas semanas.
Trump indicou que a passagem pelo estreito não deverá exigir grandes intervenções e que há possibilidade de menos necessidade de apoio naval internacional, sugerindo uma gestão mais autossuficiente da rota de energia.
O presidente norte-americano sinalizou que a diplomacia continuará norteando a política externa, com ênfase renovada na Ucrânia, após iniciar a cimeira com declarações sobre desdobramentos relevantes na região.
Na linha de ações, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou ter proposto uma reunião com o líder russo durante o G7 para discutir o fim do conflito, uma oferta que foi recebida sem aceitação por Moscovo, segundo o próprio Zelenskyy.
Zelenskyy acrescentou que a Europa e os Estados Unidos estavam de acordo sobre a necessidade de diálogo, enquanto a Rússia mostrou reserva para negociar naquela ocasião, segundo a leitura do presidente ucraniano.
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