Pelo menos 16.000 agentes das forças de segurança francesas estão mobilizados para a cimeira do G7, em Évian-les-Bains, entre 15 e 17 de junho. O dispositivo visa garantir a segurança num evento de alto perfil, num contexto de tensões internacionais e locais.
A operação envolve cintas de desminagem, cães detetores de explosivos, militares e unidades de polícia, com apoio de Lanchas, helicópteros e investigaçõess. Os especialistas devem inspecionar milhares de veículos ao longo dos três dias da cimeira.
O foco logístico recai sobre a verificação de veículos que entram no recinto, com inspeções rápidas que duram entre 5 e 7 minutos por viatura. A validação começa pela passagem sobre uma placa amarela, seguido de análise de toda a carroçaria e zonas sensíveis.
Os cães detetores entram em ação para verificar o interior dos carros, antes da intervenção de especialistas das forças armadas. O objetivo é detetar qualquer objeto suspeito com rapidez, permitindo gerir o fluxo com segurança.
O esquema de segurança tem origem nas técnicas aplicadas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, adaptadas para evitar incidentes repetidos desde a cimeira do G8 de 2003, em Évian. O dispositivo envolve cerca de 500 militares e várias centenas de agentes.
Próximo do local, o líder do agrupamento de desminagem destaca que quase um terço do efetivo está em operação, com binómios de condutores e cães treinados a cobrir as diferentes etapas da verificação. A coordenação envolve várias forças e unidades especializadas.
Confrontos na véspera da cimeira ocorreram em Genebra, a poucos quilómetros de Évian, elevando a pressão sobre as autoridades. Manifestantes anti-G7 estiveram em demonstração, com uso de garrafas, pedras e gás lacrimogéneo por parte das forças de segurança suíças.
Entre os alvos relatados estavam instalações da consultora PwC e da UIT, bem como montras de instituições financeiras. As autoridades suíças informaram ainda danos em outras estruturas comerciais durante os protestos.
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