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Chefe das secretas solicita revisão constitucional para acesso a metadados

Secretas defendem revisão constitucional para acesso a metadados sob controlo judicial, afirmando que sem estes dados o Estado fica em desvantagem frente ameaças digitais

Metados permitiriam identificar dispositivos e determinar a origem e o destino de uma comunicação, sem conhecer o conteúdo de mensagens, e-mails ou chamadas telefónicas
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  • O secretário-geral do SIRP, Vítor Sereno, defende no Expresso o acesso a metadados por serviços de informações, sob controlo judicial e em condições reguladas.
  • A proposta integra uma revisão constitucional necessária para permitir o acesso a este tipo de dados.
  • O tema já foi alvo de alertas do Conselho de Fiscalização do SIRP sobre o aumento de ameaças à segurança, incluindo a necessidade de metadados para identificar redes e padrões de contacto.
  • O debate surge num contexto de revisões constitucionais adiadas e de propostas do PSD e do PS que foram interrompidas pela dissolução da legislatura.
  • Sereno ressalva que os metadados não revelam conteúdo de comunicações, mas podem ser decisivos para combater terrorismo, espionagem, sabotagem e outras ameaças digitais.

O secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, Vítor Sereno, defende que os serviços de informações devem ter acesso a metadados, sob controlo judicial, para identificar redes e padrões de contacto associados a ameaças como terrorismo, espionagem ou sabotagem. A proposta surge num artigo de opinião publicado no Expresso.

Sereno argumenta que a revisão constitucional é necessária para permitir este acesso, desde que haja regras estritas, proporcionais, fiscalizadas e judicialmente controladas. O objetivo é equilibrar a segurança com a proteção de direitos fundamentais, sem ampliar poderes de forma indiscriminada.

O debate combina ainda o histórico dos metadados em Portugal. A Lei dos Metadados de 2008 previa a conservação de dados de tráfego e localização por um ano, mas foi derrubada pelo Tribunal Constitucional pela terceira vez em 2023 devido à recolha indiscriminada.

Contexto legal e perspectivas

O Conselho de Fiscalização do SIRP alerta, há anos, para o aumento de ameaças à segurança e para a importância de acesso aos metadados, numa linha reiterada em relatórios de 2025. A proposta atual insere-se numa possível revisão constitucional que PSD e Chega prometem amadurecer até ao fim do ano.

Vítor Sereno reforça que os metadados não revelam o conteúdo das comunicações, mas ajudam a compreender redes, ligações e padrões relevantes em casos de terrorismo, espionagem e outras ameaças. O secretário-geral sustenta que, num mundo cada vez mais digital, é essencial dispor de instrumentos adequados para enfrentar estas ameaças sem comprometer garantias democráticas.

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