- O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, proferiu um discurso no Dia D, assinalando o 82.º aniversário dos desembarques na Normandia.
- Durante o discurso, mencionou a migração como uma possível “invasão” em praias europeias, questionando quando as capitais vão agir, sem citar explicitamente a palavra imigração.
- A fala esteou-se com críticas da administração Trump a políticas europeias de migração e à segurança das fronteiras.
- Hegseth defendeu uma cooperação de defesa transatlântica mais forte, afirmando que a paz depende de uma capacidade militar sustentada em ambos os lados do Atlântico.
- Não participou nas principais comemorações internacionais do Dia D; sublinhou que a paz se mantém com aliados reais a agir e com sacrifício, relembrando o legado dos soldados de 1944.
Pete Hegseth, secretário da Defesa dos EUA, proferiu um discurso no cemitério americano de Colleville-sur-Mer, durante a celebração do 82.º aniversário do Dia D, em França. O tema central foi a imigração e a segurança na Europa, com críticas às políticas de fronteiras. O tom foi apresentado como alerta para as capitais europeias e para a cooperação de defesa transatlântica.
O responsável referiu-se a várias praias europeias como pontos onde ideologias perigosas teriam ganho terreno. Questionou quando as capitais da região irão agir para enfrentar o que descreveu como uma invasão, deixando claro que, na sua perspetiva, a paz depende de uma capacidade militar comum.
Hegseth não abordou a imigração de forma direta, mas alinhou-se com uma linha de crítica às políticas europeias de migração defendida pela administração de Donald Trump. O discurso enfatizou a importância de uma cooperação de defesa mais estreita entre os aliados ocidentais.
O secretário aproveitou a ocasião para defender uma cooperação de defesa transatlântica mais robusta, destacando que a paz é sustentada por forças conjuntas e por sacrifícios partilhados. Acrescentou que os aliados devem agir de forma concreta, não apenas com declarações.
Hegseth salientou que a paz requer força, e sublinhou que ataques ou reduções na capacidade militar não devem comprometer a segurança dos aliados. O evento ocorreu num momento de tensão entre políticas migratórias europeias e a retórica norte-americana sobre segurança.
O anúncio coincidiu com observações de que o Dia D representa a maior invasão anfíbia da história e teve um papel decisivo na derrota do regime nazista. O general norte-americano não participou, no entanto, das principais celebrações internacionais do Dia D que se realizaram posteriormente.
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