Bruxelas autorizou Portugal a suspender a recolha de dados biométricos nos aeroportos em situações de grande demora no controlo de fronteiras. A confirmação veio do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no aeroporto de Lisboa, durante o reforço de meios no controlo fronteiriço.
O mecanismo legal permite a suspensão apenas quando há atrasos significativos, sem comprometer a segurança do país ou da União Europeia. O instrumento será usado sempre que necessário, não estando em uso no momento.
O aeroporto de Lisboa recebe mais reforços: já há 22 elementos da PSP e o intuito é chegar aos 48 anunciados pelo Ministério da Administração Interna nos próximos dias. Em julho estão previstos 360 agentes a distribuir pelos aeroportos nacionais, 140 deles em Lisboa.
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, reiterou o compromisso do Governo em resolver constrangimentos e registou uma redução de 50% no tempo de espera pela manhã. A autoridade assegurou que a segurança das fronteiras nunca esteve ameaçada.
Portugal iniciou a implementação do Sistema de Entrada/Saída (EES) a 12 de outubro de 2025, substituindo carimbos por registos digitais. Em abril, a recolha de biometria nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro foi suspensa devido a tempos de espera elevados.
Para agilizar o controlo, o aeroporto de Lisboa passou a dispor de 34 boxes nas chegadas e 18 nas partidas, com o aumento de 14 e 4 boxes respetivamente. Nas fronteiras automáticas, o aeroporto aumentou para 32 e-gates, incluindo chegadas e partidas.
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