- PSP e GNR nos Açores admitem necessidade de reforçar efetivos e meios para melhorar policiamento e vigilância no arquipélago.
- O superintendente Hélder Valente Dias disse que é preciso mais agentes na Região Autónoma dos Açores e que a situação não é exclusiva da região.
- Disse ainda que, nos últimos cinco anos, o número de efetivos da PSP na região tem aumentado, ainda que de forma moderada devido a novas tarefas.
- O reforço está a ser planeado e equacionado, com concursos e disponibilidade financeira a condicionar a sua implementação.
- A comandante da GNR nos Açores, Coronel Cláudia Santos, apontou a necessidade de mais militares e de mais embarcações, lembrando que três das cinco lanchas estão avariadas e que a vigilância costeira enfrenta limitações devido à ausência de postos fronteiriços em várias ilhas.
Os comandantes da PSP e da GNR nos Açores reconheceram a necessidade de reforçar efetivos e meios para melhorar o policiamento e a vigilância no arquipélago. A garantia veio durante uma audição na Assembleia Legislativa dos Açores.
Hélder Valente Dias, chefe do Comando Regional da PSP, afirmou que é preciso aumentar os recursos humanos na região. Acrescentou que o problema não é exclusivo dos Açores, repetindo que há défice semelhante noutras regiões e forças de segurança do país.
O responsável destacou que a perceção da população sobre a presença de meios não corresponde à realidade. Nos últimos cinco anos houve aumento de efetivos, embora de forma moderada, com a aplicação de agentes a novas tarefas.
Esse reforço, afirmou, está a ser planeado e deverá ocorrer, mas depende de tempo, de concursos e de disponibilidade financeira. Não houve indicação de números fixos.
Planeamento e perspetivas
A comandante da GNR nos Açores, coronel Cláudia Santos, concordou com a necessidade de mais militares, sem confirmar quotas. Enfatizou que o objetivo é ampliar a capacidade de resposta com os recursos disponíveis.
Além do reforço humano, a responsável pediu mais embarcações para a vigilância marítima. Frisou que das cinco lanchas, três estão avariadas e que, nas seis ilhas sem postos fronteiriços, não é possível controlar entradas de passageiros fora do espaço Schengen por via marítima.
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