- Arseniy Yatsenyuk disse à Euronews que Putin só aceitaria a rendição da Europa e pode escolher alguém que o represente para as negociações.
- Afirmou que Putin não está interessado em negociações diretas com a UE e pode aceitar um mediador apenas para ganhar tempo.
- O ex-primeiro-ministro destaca que a Rússia intensificou as ameaças contra a Ucrânia e contra diplomatas europeus.
- Yatsenyuk afirmou que a China está em posição de força e atua como cúmplice, o que complica pressões sobre Moscovo.
- Concluiu que, para Putin, a saída provável é escalar o conflito, mantendo a sobrevivência política e militar.
Arseniy Yatsenyuk, ex-primeiro-ministro ucraniano, disse à Euronews que, mesmo com líderes europeus a ponderar falar com a Rússia, Putin só aceita rendição da Europa. A entrevista foi veiculada na quarta-feira, no programa Europe Today.
O antigo líder afirmou que Putin irá escolher alguém capaz de recrutar para as negociações. Alegou que o presidente russo analisa se a figura política tem munição adicional para sustentar a posição.
Yatsenyuk também explicou que, na prática, a única linguagem que Putin entende é a da força. Afirmou que o Kremlin não está pronto para receber interlocutores, mas está disposto a aceitar a rendição da Ucrânia e, na prática, da Europa.
A posição da China
O ex-primeiro-ministro criticou o papel de Pequim, dizendo que a China está em posição de força e não é neutra. Afirmou que Pequim é cúmplice, com acordos que asseguram apoio financeiro e material de uso dual à Rússia.
A entrevista abordou ainda as recentes ameaças russas contra diplomatas europeus e ataques aéreos na UE. Segundo Yatsenyuk, a Rússia pretende intimidar para influenciar a opinião pública europeia.
Yatsenyuk destacou que a Rússia procura desestabilizar a UE e a NATO, ao tentar criar divisões entre Estados Unidos e aliados europeus. Afirmou que não houve negociações reais de paz, apenas ações para contornar sanções.
Concluiu que a estratégia de Moscovo passa pela escalada, em busca de sobrevivência política e física de Putin. O ex-primeiro-ministro insistiu que, sem pressão firme, as ações russas irão continuar.
Entre na conversa da comunidade