A PSP registou 3725 ocorrências de violência doméstica no primeiro trimestre, com 433 detenções e a apreensão de 99 armas. O total de denúncias supera o mesmo período de 2025, que registou 3621 ocorrências.
Entre janeiro e março, foram realizadas 4871 contactos periódicos com vítimas e 4765 avaliações de risco. A polícia reforçou ainda a proteção pessoal com 3450 ações e informou 2083 encaminhamentos de recursos de apoio.
A PSP efetuou 1151 ações de reforço de patrulhamento nos locais das ocorrências, residências ou locais de trabalho, e sinalizou 987 crianças à CPCJ. Entre janeiro e março, realizaram-se 952 ações de sensibilização e 67 formações aos agentes.
Pulseiras eletrónicas aumentam 222%
Ao longo de dez anos, o número de penas e medidas com vigilância eletrónica subiu 222,6%, passando de 513 em 2016 para 1655 no final de 2025. Em abril, estavam em vigor 1653 pulseiras.
O distrito do Porto tem o maior número de pulseiras associadas a violência doméstica (346), seguido por Lisboa (281) e Braga (246). A evolução também refletiu em outras formas de coação e monitorização.
Estrutura de resposta e formas de violência
Desde 2006, a PSP mantém uma estratégia de combate à violência doméstica com policiamento de proximidade, investigação criminal e proteção de vítimas. A rede inclui EPAV, EMESAV, EAPVVD e outras estruturas especializadas.
Estas equipas asseguram atendimento reservado e avaliação de risco, adotando medidas de proteção com brevidade. A violência doméstica pode ser física, psicológica, emocional, sexual, económica ou digital.
A PSP afirma que a denúncia é crucial, podendo a vítima ou qualquer cidadão recorrer a uma esquadra ou ao contacto violenciadomestica@psp.pt para reportar incidentes. A informação deve ser verificada com base em fontes oficiais.
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