Taiwan reafirmou a importância das vendas de armas pelos EUA, após Donald Trump colocar em causa o apoio à ilha. O antigo presidente disse que uma nova encomenda para Taiwan poderia depender da China, numa entrevista à Fox News.
Lai Ching-te, presidente de Taiwan, afirmou que o envio de armamento dos EUA constitui o principal fator de dissuasão face a conflitos regionais. A declaração chegou dias depois de Trump questionar o compromisso americano com Taiwan.
Trump autorizou em dezembro um pacote recorde de armas para Taiwan, no valor de 11 mil milhões de dólares, incluindo mísseis, drones, artilharia e software. Ainda assim, não houve luz verde para um novo pacote de 14 mil milhões.
Reação de Taiwan
O governo taiwanês assegurou que a política oficial dos EUA em relação a Taiwan não mudou. Lai destacou que as vendas e a cooperação de defesa promovem paz e estabilidade no Estreito.
Trump afirmou que o novo acordo depende da China, sugerindo uma possível negociação estratégica. A posição é vista com cautela em Taipei, que teme alterações na assistência norte-americana.
Contexto regional
Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, elogiou a resposta de Lai. A China considera Taiwan uma questão central nas relações com os EUA e pediu tratamento cuidadoso para evitar confrontos.
Xi Jinping, durante encontros em Pequim, avisou Trump sobre riscos de confrontos caso a China não gerisse bem a questão de Taiwan. A relação entre as três partes permanece tensa e sem mudança de status.
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