O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, anunciou que o dispositivo especial de combate aos incêndios terá reforços este verão, com entrada da Força Aérea. Atila o período de julho a setembro, e o objetivo é melhorar a resposta às ocorrências e reduzir o tempo de intervenção.
Rocha afirmou que são necessários 550 milhões de euros para responder às necessidades urgentes dos bombeiros. Garantiu que as dívidas do INEM às corporações estão saldadas, destacando o pagamento regular segundo informação da Liga dos Bombeiros.
O reforço inclui aumento de grupos de ataque ampliado, passando de um para quatro, com mais de 160 operacionais. A Força Especial de Proteção Civil deve crescer de 216 para perto de 300 elementos, com retardante a ser utilizado em cinco pontos do país.
Reforços e meios
O planeamento prevê 81 meios aéreos na fase Delta (1 de julho a 30 de setembro). Além disso, o ICNF disponibilizará mais 18 veículos, passando de 26 para 50, com dois meios aéreos Black Hawk deslocalizados de Ovar para Monte Real.
Os C-130 já estão operacionais e ativados conforme as fases do dispositivo. Há também foco na logística e na proximidade de zonas críticas, recorrendo a bases de apoio espalhadas pelo país para agilizar operações.
Preparação e planeamento estratégico
O Ministério reforça a importância de prever incidentes com antecedência, utilizando inteligência artificial para orientar o pré-posicionamento de grupos de ataque. O objetivo é adaptar o dispositivo às condições meteorológicas e aos índices de risco.
A tutela também avalia a extensão do período de limpeza de terrenos, devido a dificuldades de mão de obra. A decisão deverá sair na última semana de maio, caso as condições permitam a medida.
Siresp, comunicações e futuro institucional
O Governo está a investir no Siresp e na melhoria da comunicação de emergências, com desenvolvimento de mensagens diferenciadas, como o Cell Broadcast. O hub satélite deverá ficar no Tagus Park, com redundâncias previstas para 2027.
Há ainda обсужение sobre a criação de uma entidade pública para comunicações críticas e a continuação da discussão sobre a reorganização dos comandos regionais, que poderá avançar após a época de incêndios.
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