- O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que não há problemas de abastecimento de combustível para operações militares na Base das Lajes, Açores.
- O abastecimento civil na base aerogare da Terceira ficou em causa devido a uma contaminação do combustível, segundo a CNN Portugal, afetando apenas o tráfego civil.
- O responsável pela Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, disse à Lusa que o combustível recebido não cumpria os testes de qualidade da Galp, mas não se trataria de contaminação e há reservas para as operações aéreas previstas.
- O Bloco de Esquerda pediu esclarecimentos ao Governo Regional e à República sobre a suspensão do abastecimento civil e alertou para potenciais impactos em TAP, SATA e em operações militares e de emergência.
- O BE açoriano quer saber se houve falhas de manutenção, fiscalização ou monitorização, e quais medidas de contingência existem para assegurar a continuidade dos serviços públicos e a separação entre sistemas civis e militares.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que não existe nenhum problema com o abastecimento de aeronaves militares na Base das Lajes, nos Açores, mesmo depois de questões com combustível terem colocado em causa o abastecimento na base civil.
Nuno Melo informou, em Alcobaça, à margem do congresso do CDS, que para as operações militares as reservas de combustível estão asseguradas e que não há falhas na dimensão da sua tutela.
No sábado, a CNN Portugal avançou que, na próxima semana, não será possível abastecer aeronaves na aerogare civil da Base das Lajes devido a uma contaminação do combustível, afetando apenas o tráfego civil.
O ministro acrescentou que o abastecimento de combustíveis civis está dependente de uma tutela externa à sua, pelo que não pode comentar sobre esses elementos.
Elementos técnicos e declarações oficiais
O diretor da Aerogare Civil das Lajes, Vítor Pereira, disse à Lusa que o combustível que chegou à Terceira não cumpriu os testes de qualidade e segurança usados pela Galp, mas não se tratou de uma contaminação. Garantiu, ainda, a existência de reservas para manter a operação aérea prevista.
O Bloco de Esquerda dos Açores já pediu esclarecimentos imediatos ao Governo Regional e à República sobre a suspensão do abastecimento civil. O BE considera a situação extremamente grave e aponta riscos para a segurança operacional, gestão da infraestrutura e mobilidade aérea.
O BE questiona se a contaminação está restrita a um único tanque, o grau de risco, o impacto nas operações civis como TAP e SATA, e se existem medidas de contingência para garantir o serviço público. Também quer saber se houve falhas de manutenção, fiscalização ou monitorização.
Entre na conversa da comunidade