- O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, afirmou que a Inteligência Artificial pode ajudar a antecipar cenários e melhorar a resposta no combate a incêndios, durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) em Figueira de Castelo Rodrigo.
- Rui Rocha anunciou que já houve reunião com o secretário de Digitalização e pretende explorar a IA ainda este ano, para a operação e a mobilidade de meios no terreno.
- Sobre a limpeza de terrenos, admite-se avaliar até ao final do mês a possibilidade de alargar o prazo para além de 31 de maio no território e 30 de junho nas zonas mais afetadas, devido à falta de mão de obra e ao volume de trabalho.
- Para este verão, o DECIR terá mais meios, com mais de quinze mil operacionais, mais de trezentos e cinquenta veículos e cinquenta máquinas de rasto.
- O uso de retardante passa a estar disponível nos centros de meios aéreos de Vila Real, Viseu, Proença-a-Nova e Cernache, e serão acrescentados dois helicópteros Black Hawk para apoio aéreo.
O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, defendeu em Figueira de Castelo Rodrigo que a Inteligência Artificial pode ajudar a antecipar cenários e a tornar o combate aos incêndios mais eficiente. A ideia é explorar dados históricos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para orientar decisões operacionais.
No ato de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) da CIM Região Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE), Rocha destacou que a IA pode melhorar a operacionalidade, a mobilidade de meios e a tomada de decisões. O objetivo é integrar novas ferramentas no sistema.
O governante revelou ter já reunido com Bernardo Correia sobre o tema e planeia novas reuniões na próxima semana. O propósito é confirmar se o DECIR pode recorrer à IA ainda este ano, com enfoque na parte operacional.
Aರಿ apresentação ocorreu na Guarda, com foco na dinamização de meios para o período crítico de verão. Rocha sublinhou que a inovação tecnológica deve ser acompanhada de avaliação contínua para reforçar a resposta a incêndios rurais.
Expansão de uso e metas operacionais
Rui Rocha indicou que o uso de retardantes encontra-se ampliado e já está disponível em centros de meios aéreos de Vila Real, Viseu, Proença-a-Nova e Cernache. O recurso funciona como primeira intervenção em emergências de fogo.
Quanto aos meios humanos e materiais, o dispositivo terá na fase mais crítica, entre julho e setembro, mais de 15 mil operacionais, mais de 350 veículos e 50 máquinas de rasto. O conjunto é considerado superior ao de anos anteriores.
O secretário de Estado referiu ainda a duplicação de esforços para reforçar a resposta. Dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea deverão ser deslocados de Ovar para a base de Monte Real, ampliando a capacidade aérea de combate.
Limpeza de terrenos e clima
Rui Rocha falou sobre a possibilidade de estender o prazo de limpeza de terrenos, atualmente até 31 de maio para o território nacional e 30 de junho para zonas mais afetadas. O objetivo é avaliar condições no fim do mês para eventual extensão.
A necessidade de uma avaliação conjunta, envolvendo autarcas, população e agentes de proteção civil, foi destacada pelo governante. O prolongamento dependerá, também, das condições meteorológicas previstas para o verão.
O titular da Proteção Civil reiterou a importância da participação de diversas entidades na limpeza de terrenos, considerada essencial para reduzir riscos de incêndio. O objetivo é manter o território mais preparado para a época quente.
O responsável concluiu afirmando que o verão será exigente, mas que o dispositivo disponível está preparado para enfrentar os meses mais críticos. O DECIR reúne, neste momento, reforços operacionais significativos para o combate.
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