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Um terço dos candidatos à GNR falharam em testes psicológicos

GNR mantém rigor no recrutamento: cerca de trinta a trinta e cinco por cento dos candidatos chumbam nas avaliações psicológicas, com entre 550 e 600 rejeições no último curso

O comandante-geral da GNR, o tenente-general Rui Veloso
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  • A GNR expulsou 51 militares nos últimos quatro anos por comportamentos inadequados, 13 destes este ano, incluindo condutas na vida civil e no serviço.
  • Cerca de 30% a 35% dos candidatos chumbam nas avaliações psicológicas; no último curso, entre 550 e 600 candidatos tiveram rejeição.
  • Militares recém-formados podem ser afastados durante o ano de experiência (regime probatório); já houve expulsões nesse regime em 2026.
  • Atualmente há um curso com 800 candidatos, prevista uma melhoria significante no efetivo ao final do ano; os novos guardas vão ao terreno no verão.
  • O comandante garante que não há lugar para violações de direitos humanos na GNR e rejeita a existência de racismo, considerando os casos graves como pontuais e passíveis de investigação.

Nos últimos quatro anos, a GNR expulsou 51 militares por comportamentos inadequados, entre eles violência doméstica e burlas, incluindo 13 expulsões neste ano. O anúncio foi feito pelo comandante-geral, tenente-general Rui Veloso, numa entrevista à Lusa.

Quase um terço dos candidatos foi chumbado na avaliação psicológica durante o último curso de formação. Veloso indicou que a média de falhas nos testes psicológicos fica entre 30% e 35%. No último curso, entre 550 e 600 candidatos não passaram nestas provas.

Os candidatos recém-formados ficam um ano em regime probatório. Durante esse período, podem ser afastados se demonstrarem atitudes incompatíveis com os valores da Guarda. Veloso diz que a avaliação é constante pelos superiores.

A GNR mantém um rigoroso processo de seleção, com provas técnicas, físicas, médicas e psicológicas. O comandante-geral explicou que, nos últimos três anos, cerca de 550 candidatos têm sido afastados por questões de personalidade.

Direitos humanos e controlo interno

Rui Veloso afirmou que não há espaço para comportamentos que violem os direitos humanos e que casos graves são pontuais. A corporação reforça que quem não respeita os direitos humanos não tem lugar na GNR e pode ser afastado.

O comandante referiu ainda que a GNR tem efectivos de cerca de 24 mil militares. Atualmente está a decorrer um curso com 800 candidatos, o que deverá aumentar significativamente o efetivo ao final do ano. Depois do verão, esses recrutas vão estagiar e entrar em atividades de campo.

Sobre o Plano de Prevenção de Manifestação de Discriminação, a GNR já possuía diretivas internas sobre direitos humanos. O plano, implementado pela IGAI em 2021, veio ajustar recrutamento, formação e mecanismos de controlo.

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