O alemão Jochen Kopelke, presidente da Federação Europeia de Sindicatos de Polícia (EU.Pol), esteve recentemente no Porto para a conferência anual da organização. Em entrevista ao JN, reconhece que a detenção de mais de 20 agentes suspeitos de torturar pessoas vulneráveis abala a confiança da sociedade nas forças de segurança, admitindo que casos deste tipo não são únicos na Europa.
Kopelke afirma que é preciso melhorar as condições de trabalho dos polícias portugueses para evitar situações semelhantes e manter a credibilidade das instituições. O tema da violência policial e do ambiente de trabalho é, segundo ele, uma prioridade na agenda europeia.
Motivo da escolha de Portugal
A EU.Pol explica ter escolhido o Porto pela necessidade de uma voz policial forte no contexto atual, com desafios sociais intensos. O líder sindical destaca a importância de ouvir os profissionais de segurança para manter a cidade e o país seguras.
A conferência reuniu representantes de vários países europeus para debater questões de supervisão, formação e condições laborais. A organização ressalva que o objetivo é aprimorar a proteção de cidadãos e profissionais.
Para Kopelke, o Porto representa um espaço onde a partilha de experiências pode contribuir para políticas mais eficazes. A EU.Pol pretende manter o diálogo com autoridades portuguesas e outras entidades da UE para promover melhorias constantes.
Entre na conversa da comunidade