O Governo apresentou hoje as propostas do estudo técnico e estratégico para a evolução do SIRESP, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal. O grupo de trabalho interministerial revela 33 recomendações, com investimento estimado em cerca de 36 milhões de euros. A implementação está prevista para 18 meses.
A apresentação ocorre no Ministério da Administração Interna (MAI). A equipa objetiva tornar a rede mais autónoma em energia e com maior redundância, reforçando a robustez e a resiliência do sistema.
O SIRESP tem sido alvo de críticas desde o apagão de 2024 (em particular após as falhas durante operações de fogo em 2017). O PTRR visa modernizar a rede, melhorar a cobertura territorial e integrar o sistema com outras entidades de emergência.
No âmbito do PTRR está prevista a reforma do SIRESP e a dotação de telemóveis SIRESP às juntas de freguesia. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, adiou que, no verão, algumas alterações já serão visíveis com mais equipamentos e canais dedicados.
A rede é a infraestrutura exclusiva de comunicações do Estado para comando, controlo e coordenação em situações de emergência, servindo mais de 40 mil utilizadores e suportando milhões de chamadas por ano.
As propostas de melhoria serão apresentadas pelo ministro Luís Neves e pelo coordenador técnico do grupo de trabalho, que trabalha desde há um ano para substituir o SIRESP.
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