- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, apresentou um novo modelo de combate ao crime que ultrapassa fronteiras de concelho, com sistemas integrados entre municípios e reforço de meios, aumentando a presença policial nas cidades.
- A estratégia defende atuar à escala de áreas urbanas contínuas, com prioridade para Lisboa, Porto e Algarve, evitando a compartimentação entre municípios.
- A proposta passa pela articulação de videovigilância e comando operacional, para responder à criminalidade que se desloca para zonas com menor capacidade de resposta.
- O Governo garantiu disponibilidade para reforçar as polícias municipais, assegurando maior estabilidade de carreira e ligação ao território; a PSP tem limitações de meios, mas o trabalho tem continuado.
- Em Lisboa, o presidente da Câmara, Carlos Moedas, reconheceu sensação de insegurança e pediu mais polícia e meios; a Polícia Municipal viu redução de efetivos de 600 para cerca de 400, com reforço de novos elementos, e a videovigilância passou de 27 para 96 câmaras, num investimento de 18 milhões de euros, apontando habitação como entrave à fixação de agentes.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, apresentou um novo modelo de combate ao crime que ultrapassa limites municipais, defendendo uma estratégia integrada entre cidades. A ideia foi partilhada no Colóquio da Polícia Municipal de Lisboa, na segunda-feira.
Neves destacou que a criminalidade urbana deve ser pensada a nível de áreas contínuas, não apenas por concelhos, apontando Lisboa, Porto e Algarve como prioridades. O objetivo é uma continuidade na utilização de meios e uma resposta não compartimentada entre municípios.
O ministro assegurou reforço de meios e maior presença policial nas cidades, com articular sistemas como videovigilância e comando operacional para responder a dinâmicas de criminalidade que se deslocam para zonas com menor capacidade de resposta.
Reforço de meios e presença no terreno
No encontro, Neves rejeitou o aumento da criminalidade com dados do passado e lembrou que, no passado, havia anos com dezenas de assaltos armados por ano. Ainda assim, reconheceu tensão no espaço urbano e defendeu mais presença no terreno.
O governante afirmou que a segurança se constrói com presença das forças de segurança e participação das comunidades, sem apontar culpados ou cenários hipotéticos. Garantiu disponibilidade do Governo para reforçar as polícias municipais, incluindo maior estabilidade de carreira e ligação ao território.
Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, reconheceu que a cidade é segura, mas afirmou que alguns lisboetas sentem insegurança. Defendeu mais polícia, mais meios e melhores condições para os agentes, sublinhando que a segurança precisa de resposta prática no dia a dia.
Realce à videovigilância e ao investimento
O autarca citou a redução de efetivos da Polícia Municipal, que passou de cerca de 600 para 400 agentes, saudando o reforço de novos elementos. Defendeu maior visibilidade policial e reforço do patrulhamento em zonas sensíveis.
A videovigilância em Lisboa passou de 27 para 96 câmaras, com novas instalações a crescer num investimento de 18 milhões de euros. O sistema é visto como complemento à presença policial nas ruas.
Moedas apontou a habitação como entrave à fixação de agentes, defendendo soluções para disponibilizar casas à Polícia, numa altura em que o custo de vida dificulta atrair profissionais para a cidade.
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