- O comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, recusou faltar de coordenação, recursos e capacidade no combate aos incêndios rurais.
- Afirmou que a concentração de fogos em dias de maior calor, incluindo à noite, gera stress significativo no sistema; 93% dos incêndios são contidos nos primeiros 90 minutos.
- A taxa de sucesso do sistema é de 98%, o que, segundo ele, demonstra coordenação, recursos e capacidade adequados.
- A ANEPC indicou aumento de ocorrências nos dias de maior severidade meteorológica e durante a noite; em 2025, houve dias em que as ocorrências noturnas representaram cerca de 50% do total desse dia.
- O mapeamento com a GNR e a ANEPC mostrou que incêndios com início à noite começam junto a habitações isoladas e aglomerados urbanos;, em termos empíricos, pode haver queima deliberada de quintais para salvaguardar casas.
O comandante nacional de Proteção Civil rejeitou a ideia de falta de coordenação, recursos ou capacidade no combate aos incêndios rurais, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito aos incêndios rurais. Afirmou que a concentração de fogos em dias de maior calor, incluindo à noite, gera stress significativo no sistema, mas até ao momento o eixo da resposta tem funcionado com eficácia elevada.
De acordo com o responsável, o sistema português regista uma taxa de sucesso de 98% na gestão dos incêndios, o que, na perspetiva de coordenação, demonstra que há capacidade para enfrentar o desafio. Contudo, reconheceu que o fenómeno de ocorrências durante períodos de severidade meteorológica tem aumentado, sobretudo ao fim do dia e ao longo da noite, o que eleva a pressão operativa sobre as entidades envolvidas.
O comandante explicou, em conjunto com a Guardia Nacional Republicana e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que houve um mapeamento de incêndios com início nocturno. Esses fogos surgiram sobretudo junto a habitações isoladas e aglomerados urbanos, revelando um padrão que preocupa as autoridades. Em 2025, houve dias em que as ocorrências nocturnas representaram cerca de metade do total de um determinado dia.
Sobre a origem desses fogos, o responsável destacou uma conclusão empírica partilhada na CPI: a situação envolve um conjunto de ocorrências que ocorre próximo de residências, por vezes associadas à limpeza de terrenos. A explicação apresentada aponta para a possibilidade de campanhas deliberadas de ignição, com o objetivo de proteger casas específicas, embora tal relação permaneça sob análise e não constitua uma conclusão final.
Foi ainda sublinhado que este conjunto de ocorrências nocturnas coincide com períodos de maior severidade meteorológica, o que agrava a gestão operacional e exige respostas rápidas de equipas e meios disponíveis. A discussão na CPI serviu para clarificar a natureza recente deste padrão de fogos, sem de momento alterar a avaliação sobre a capacidade de intervenção do sistema.
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