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FBI investiga ligação entre cientistas mortos e desaparecidos e físico português

FBI investiga se mortes e desaparecimentos de cientistas ligados a tecnologia nuclear e espacial têm ligações, incluindo o físico português Nuno Loureiro

MIT Department of Physics
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  • O FBI está a investigar se há ligações entre mortes e desaparecimentos de cientistas envolvidos em projetos secretos nos EUA, incluindo o físico português Nuno Loureiro, assassinado no ano passado.
  • O FBI afirmou colaborar com o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa e forças policiais para encontrar respostas.
  • A Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes já questionou agências sobre cientistas ligados a segredos nucleares ou tecnologia de mísseis que morreram ou desapareceram nos últimos anos, chamando o caso de “conexão sinistra”.
  • São elencados onze casos de cientistas mortos ou desaparecidos ligados a laboratórios como o JPL, Los Alamos e outros, entre eles Amy Eskridge, Michael Hicks, Frank Maiwald, Monica Reza, Anthony Chavez, Melissa Casias, Steven Garcia, Jason Thomas, Carl Grillmair e Nuno Loureiro.
  • Não há confirmação de envolvimento extraterrestre; o inquérito do FBI visa esclarecer se houve coincidência ou uma ameaça à segurança nacional.

O FBI confirmou, numa nota de imprensa divulgada na terça-feira, que está a investigar se há ligações entre mortes e desaparecimentos de cientistas envolvidos em projetos governamentais. Entre os visados está o físico português Nuno Loureiro, assassinado no ano passado nos EUA.

A agência declarou estar a trabalhar em parceria com o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa e forças policiais estaduais e locais, para apurar as ligações entre os casos. A investigação foca-se em áreas como a exploração espacial e a energia nuclear.

Ao mesmo tempo, a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes questionou o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa, o FBI e a NASA sobre cientistas ligados a segredos nucleares ou de mísseis que tenham morrido ou desaparecido recentemente.

Casos sinalizados pelo FBI

Entre os casos, há mortes e desaparecimentos desde 2022. Amy Eskridge, de 34 anos, foi encontrada morta em Huntsville, Alabama, com ferimentos auto-infligidos, enquanto trabalhava em sistemas de propulsão.

Do Laboratório de Propulsão a Jato, o JPL, constam Michael David Hicks (até 2022) e Frank Maiwald (junho de 2024). Monica Reza, diretora de Processamento de Materiais, desapareceu na Califórnia em junho de 2025 e permanece sem paradeiro.

Em Los Alamos, no Novo México, surgem dois casos em 2025: Anthony Chavez, desaparecido desde maio, e Melissa Casias, desaparecida desde 26 de junho. Ambos estavam ligados a projetos de alto segredo.

Em agosto de 2025, Steven Garcia, do Campus de Segurança Nacional de Kansas City, desapareceu; a última vez foi visto com uma arma. Em Wakefield, Massachusetts, Jason Thomas foi considerado desaparecido em 2025 e encontrado morto em 2026, com investigação apontando para ausência de crime.

Outro caso envolve Carl Grillmair, astrofísico da Caltech, morto a tiro perto de Los Angeles, em fevereiro de 2026. E, ainda, o general reformado da Força Aérea William Neil McCasland desapareceu de casa no Novo México, sem regresso.

O caso de Loureiro, chefe do Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT, é o mais recente na lista. Foi morto a tiro à porta de casa, em Brookline, Boston, em circunstâncias ainda a serem averiguadas.

Embora circulem teorias de interferência extraterrestre, as autoridades dizem que não há confirmação. O FBI continua a investigar se há ligações entre os eventos ou se se trata de coincidências.

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