A NATO interceptou, na segunda-feira, bombardeiros estratégicos russos e caças sobre o Mar Báltico, numa operação de policiamento aéreo do flanco oriental. A ação ocorreu num espaço aéreo neutro, com o objetivo de monitorizar voos próximos ao território da aliança.
O destacamento francês, com caças Rafale estacionados numa base na Lituânia, juntou-se a jatos da Suécia, Finlândia, Polónia, Dinamarca e Roménia para inspecionar as aeronaves russas. Os aviões não forçaram a intervenção, limitando-se a vigilância.
Segundo informações do Ministério da Defesa russo, o voo envolveu dois bombardeiros Tu-22M3 e cerca de 10 caças Su-30 e Su-35, mantendo-se no espaço aéreo sobre águas neutras do Mar Báltico durante mais de quatro horas. O ministério descreve a operação como programada.
A NATO tem o historial de intercetar aeronaves russas que se aproximam do seu espaço aéreo, frequentemente sem transponder ou plano de voo. Em respostas anteriores, jatos da aliança realizaram operações semelhantes, incluindo intercetos no próprio início de 2026.
O Ministério da Defesa da Lituânia informou que, entre 13 e 19 de abril, os jatos da NATO quiseram interceptar voos russos por violação de regras de voo, nomeadamente ausência de transponder ou plano de voo. Não houve comentários oficiais adicionais no momento.
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