- O diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE, na sigla em inglês) dos EUA, Todd Lyons, apresentou a demissão, passando a deixar o cargo em 31 de maio.
- A decisão foi anunciada pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, que descreveu Lyons como “um grande líder”.
- Lyons tinha acabado de testemunhar perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes sobre o elevado número de mortes sob custódia do ICE e sobre os planos da agência para os centros de detenção.
- Segundo dados oficiais, cerca de cinquenta detidos morreram em centros do ICE desde o início do ano.
- Lyons esteve à frente do ICE durante operações de rusgas em massa, com críticas de violações de direitos humanos por várias organizações, facto relacionado com mortes ocorridas em janeiro em Minneapolis. A demissão da antiga secretária de Segurança Interna Kristi Noem, que ordenou as rusgas, ocorreu a 5 de março. Desde a administração de Barack Obama, não há um diretor do ICE nomeado e aprovado pelo Senado.
O diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE) dos EUA anunciou a sua demissão. Todd Lyons deixará o cargo oficialmente a 31 de maio, informou o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, em comunicado que o elogia como líder.
Lyons falava hoje perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes, respondendo a questões sobre o número de mortes sob custódia e sobre planos futuros da agência para os centros de detenção. Dados oficiais apontam para cerca de 50 detidos que morreram desde o início do ano.
O ex-diretor esteve à frente do ICE durante operações de rusga em massa que suscitam críticas de organizações de direitos humanos. Em janeiro, dois cidadãos norte-americanos morreram após disparos de agentes de imigração em Minneapolis, num episódio ligado a medidas de segurança.
Panorama e contexto
As rusgas foram ordenadas pela antiga secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que deixou o cargo a 5 de março. Desde a administração de Barack Obama (2009-2017) não há um diretor do ICE nomeado e aprovado pelo Senado.
Este contexto destaca a ausência de liderança estável na agência, enquanto o ICE continua a ser objeto de controvérsia pública e de escrutínio político sobre as suas políticas de deportação e detenção.
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