Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Hackers russos exploraram roteadores vulneráveis globalmente para obter dados

Investigação internacional indica que a GRU, com Fancy Bear, explorou routers vulneráveis para desviar tráfego e roubar senhas e dados sensíveis de governos e forças armadas

ARQUIVO - Um selo do FBI é exibido num pódio antes de uma conferência de imprensa no escritório de campo em Portland, Oregon, em 16 de janeiro de 2025.
0:00
Carregando...
0:00
  • A unidade GRU 85th Main Special Service Centre, responsável pelo grupo Fancy Bear, explorou routers vulneráveis para roubar informações sensíveis de governos, forças armadas e infraestruturas críticas.
  • O FBI e o Departamento de Justiça dos EUA, com parceiros internacionais, identificaram o grupo como responsável pela operação de pirataria.
  • Os hackers desviaram o tráfego de Internet através de routers mal protegidos e redireccionaram-no via uma rede de servidores DNS para recolher senhas, credenciais e mensagens.
  • O Serviço de Segurança ucraniano afirmou que as informações visadas incluíam comunicações de funcionários e militares de organismos estatais e empresas de defesa, com planos de usar os dados em ciberataques e sabotagem.
  • A investigação envolveu serviços de várias nações, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Ucrânia, Roménia e Portugal, com foco em informações militares, governamentais e de infraestruturas críticas; há registos de atividade desde 2024.

O FBI revelou hoje uma operação internacional que expôs uma campanha de ciberespionagem conduzida pela unidade cibernética GRU da Rússia, conhecida como Fancy Bear. A ofensiva visou governos, forças armadas e infraestruturas críticas, recorrendo a routers mal protegidos.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, em parceria com investigadores internacionais, o grupo GRU Unit 26165 desviava tráfego de Internet para capturar palavras-passe e dados encriptados. O objetivo era Hayden informações sensíveis de utilizadores e entidades públicas.

O serviço de segurança ucraniano SBU participou na investigação e detalhou o método: dispositivos vulneráveis eram comprometidos e o tráfego era redirecionado através de uma rede de servidores DNS instalada previamente. Assim, os hackers agiam como intermediários.

Metodologia e impactos

O SBU acrescentou que as informações recolhidas incluíam credenciais e mensagens protegidas por SSL e TLS, com vistas a futuros ciberataques, sabotagem de informações e recolha de dados. O foco estendeu-se a funcionários públicos, militares e empresas do setor de defesa.

O FBI indicou que a operação atingiu vítimas em várias regiões, com especial atenção a informações de domínio militar, governamental e de infraestruturas críticas. A investigação aponta para uso continuado da técnica desde 2024.

Contexto internacional

A Roménia confirmou a participação na operação, destacando que o GRU coletava informações militares, governamentais e de infraestruturas críticas. O presidente do país comentou que a ação constitui uma forma de guerra híbrida por parte da Rússia.

As autoridades norte-americanas, britânicas, ucranianas, polacas, alemãs, italianas, canadenses, checas, eslovacas, dinamarquesas, finlandesas, norueguesas, romenas, portuguesas e dos Estados Bálticos estiveram envolvidas na apuração. O objetivo era esclarecer a amplitude da ameaça.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais