- As Forças Armadas vão ter este ano helicópteros Black Hawk e aviões C-130 empenhados no combate aos incêndios, com pilotos já treinados para o efeito.
- Os primeiros helicópteros serão usados já em 2026, e a decisão inclui dispositivos de combate a incêndios nos C-130, com água ou produto retardante.
- O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que o Estado precisa voltar a ter a capacidade que perdeu.
- O Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) foi apresentado em Leiria e vai coordenar atividades como remoção de material combustível e melhoria de acessos.
- O dispositivo envolve os três ramos das Forças Armadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, e várias entidades, com o objetivo de reduzir o risco de incêndio rural antes do verão.
As Forças Armadas vão dispor este ano de helicópteros Black Hawk e aviões C-130 para apoiar o combate aos incêndios. Militares já vão ser treinados para operar estes meios aéreos, anunciou o ministro da Defesa, Nuno Melo, em Leiria.
A intervenção, destacada durante a apresentação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), visa fortalecer a prevenção e a resposta a emergências com meios próprios. Os primeiros helicópteros devem estar em serviço em 2026, com dispositivos de combate a incêndios instalados nos C-130, incluindo sistemas de água ou retardante.
Nuno Melo sublinhou a necessidade de devolver ao Estado a capacidade de atuar com recursos próprios em situações de emergência e assistência à população civil. Os três ramos das Forças Armadas vão estar envolvidos no terreno, com o objetivo de aumentar a presença operacional em 2026 face a 2025 e 2024.
O ministro também referiu que a intervenção das Forças Armadas pode abranger cenários como prevenção, emergências médicas, transporte de órgãos para transplantes e apoio a investigações de crimes, mantendo um foco em eficiência e prontidão.
CIPO apresentado em Leiria
O CIPO foi apresentado numa viatura da ANEPC, estacionada nos Bombeiros Sapadores de Leiria, com o objetivo de reduzir o material combustível acumulado pelas tempestades, limpar áreas críticas, abrir caminhos e melhorar acessos antes do verão.
A estrutura envolve a ANEPC, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, a Gestão Integrada de Fogos Rurais, a Guarda Nacional Republicana, a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Estado-Maior-General das Forças Armadas. O Governo pretende assim reforçar a prevenção de incêndios florestais.
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