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Milícia iraquiana ligada ao Irão promete libertação da jornalista raptada

A milícia Kataib Hezbollah, apoiada pelo Irão, afirma libertar a jornalista norte-americana Shelly Kittleson em Bagdade, em troca da libertação de membros detidos

A jornalista norte-americana Shelly Kittleson posa para uma fotografia num café em Bagdade, 25 de março de 2026
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  • A milícia iraquiana Kataib Hezbollah, apoiada pelo Irão, anunciou que vai libertar a jornalista norte-americana Shelly Kittleson, rapitada na semana passada em Bagdade.
  • O grupo afirmou que a decisão foi tomada em reconhecimento das posições do primeiro-ministro cessante Mohammed Shia al-Sudani, e que a libertação não se repetirá no futuro. Após a libertação, Kittleson deverá abandonar o país de imediato.
  • Antes do rapto, a jornalista já vivia fora do Iraque, trabalhando como freelancer com orçamento estreito e sem proteções de grandes organizações noticiosas.
  • Autoridades iraquianas disseram que o rapto ocorreu com dois veículos; um despistou-se durante a perseguição e Kittleson foi transferida para o segundo veículo.
  • As negociações enfrentaram dificuldades, com a oferta de libertar seis membros do Kataib Hezbollah pendente de luz verde norte-americana; o Departamento de Estado disse estar a colaborar com o FBI para assegurar a libertação.

Shelly Kittleson, jornalista americana freelancer, foi raptada em Bagdade na semana passada. A milícia Kataib Hezbollah, apoiada pelo Irão, anunciou que a libertará, num comunicado emitido na terça-feira. A decisão surge em tom de reconhecimento do papel do primeiro-ministro cessante, Mohammed Shia al-Sudani, sem detalhes adicionais.

Segundo o comunicado, a libertação está condicionada ao abandono imediato do país pela jornalista. Não foi feito qualquer anúncio de futuramente repetição da iniciativa. Até ao momento, o Kataib Hezbollah não tinha reconhecido publicamente o rapto, embora autoridades americanas e iraquianas a tenham apontado como responsabilidade do grupo.

Detalhes do rapto e negociações

Fontes da milícia, que falaram sob anonimato, indicaram que, em contrapartida pela libertação, várias pessoas detidas pelo grupo podiam ser libertadas pelas autoridades iraquianas. A jornalista tem 49 anos e já viveu no estrangeiro durante longos períodos, com Roma como base recente para a sua carreira na região.

Antes do rapto, Kittleson voltou ao Iraque, tendo recebido avisos de funcionários norte-americanos sobre riscos de segurança. Autoridades iraquianas relatam que o incidente ocorreu com dois veículos; um deles embateu-se perto de al-Haswa, na província de Babil, antes de a jornalista ser transferida para outro carro.

Desafios na mediação

Três responsáveis pela segurança explicaram dificuldades no contacto com a liderança do Kataib Hezbollah. O contacto com os comandantes do grupo revelou-se complexo devido à clandestinidade e ao afastamento de linhas de comunicação ativas.

Uma mensagem foi enviada aos líderes para conhecer as condições da libertação. As autoridades iraquianas manifestaram disponibilidade para libertar seis membros detidos do grupo, ligados a ataques contra uma base norte-americana na Síria.

Perspectivas e posições oficiais

Para já, não houve confirmação por parte das autoridades americanas. O Departamento de Estado indicou que trabalha com o FBI para assegurar a libertação de Kittleson. Grupos de defesa dos jornalistas têm pressionado o Governo dos EUA a reconhecer formalmente o rapto como reféns ou detenção indevida.

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