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Sindicato da Polícia diz que dados do RASI não refletem insegurança nos Açores

SINAPOL Açores acusa o RASI de não reflectir o sentimento de insegurança e exige reforço de meios para a PSP, conforme LOE de 2026

Polícia
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  • O SINAPOL-Açores afirma que os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) não correspondem ao sentimento de insegurança na região nem à realidade vivida pelos polícias, expressando preocupação com a interpretação política dos números.
  • O sindicato defende o reforço de recursos para a Polícia de Segurança Pública (PSP) e exige que o Governo Regional cumpra com rigor o Artigo 150.º da Lei do Orçamento de Estado para 2026, para aumentar meios humanos, materiais e financeiros.
  • O presidente do Governo Regional mencionou reforços para as forças de segurança, destacando, com base no RASI 2025, que os Açores foram a região com maior queda na criminalidade geral (8,8%) e na criminalidade violenta e grave (11,7%).
  • O RASI indica que a PSP perdeu 437 agentes no último ano, com 458 entradas, perfazendo um total de 19.661 membros; a PJ e a Polícia Marítima registaram aumentos de efectivos.
  • O SINAPOL alerta para o risco de desinvestimento na região caso a descida apresentada não tenha origem bem fundamentada e pede avaliação da situação.

O Sindicato Nacional da Polícia dos Açores (SINAPOL) afirmou nesta quinta-feira que os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) não correspondem ao sentimento de insegurança vivido na região, nem à realidade das forças policiais. O sindicato alerta para a interpretação política dos números e o impacto potencial na segurança pública no arquipélago.

Em comunicado, o SINAPOL-Açores expressa preocupação com a leitura dos gráficos estatísticos, sustentando que o otimismo aparente não reflete a perceção nas nove ilhas nem a atuação nas esquadras. O texto questiona ainda a origem da suposta descida dos indicadores.

O sindicato reforça a necessidade de o Governo Regional manter firme o compromisso com a PSP, exigindo o mesmo vigor evidenciado pelo presidente do Governo Regional na divulgação da evolução dos dados. Pedem, ainda, o cumprimento estrito do Artigo 150.º da Lei do Orçamento de Estado para 2026, para garantir meios humanos, materiais e financeiros.

O líder regional respondeu na terça-feira, destacando o reforço de meios e recursos para as forças de segurança. O objetivo é não apenas aumentar capacidades, mas também melhorar a gestão dos recursos existentes, considerando as especificidades da região.

Segundo o RASI 2025, os Açores foram a região com maior redução da criminalidade geral no país, em 8,8%. A criminalidade violenta e grave registou uma queda de 11,7%, segundo a mesma fonte. Os dados refletem uma tendência nacional com variações por região.

No âmbito da PSP, o relatório aponta a saída de 437 polícias no ano anterior, com 895 abandons e entrada de 458 novos agentes. A PSP, com 19.661 profissionais, foi a força que mais sofreu perdas de efetivos, ao passo que a PJ e a Polícia Marítima viram o quadro aumentar.

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