- Goldman Sachs, na Avenida Monceau, 16.º distrito de Paris, ficou sob vigilância policial nesta semana, segundo a AFP.
- O alerta foi dado na noite de quarta-feira, após autoridades americanas avisarem o escritório de Londres de uma ameaça de ataque com engenhos explosivos contra edifícios do banco em Paris.
- O governo francês e serviços de segurança mantêm que a França não é visada diretamente, mas que interesses dos EUA e de Israel no país podem estar em risco.
- O banco respondeu autorizando os funcionários em Paris a trabalhar à distância, reiterando que a segurança é prioritária.
- O contexto envolve um atentado bombista frustrado contra uma agência do Bank of America, em Paris, no fim de março, com quatro suspeitos — incluindo três menores — acusados, ligados a um grupo islamista com ligações potenciais ao Irão.
Na sequência de um alerta de segurança, o Goldman Sachs no 16º distrito de Paris, na Avenida Monceau, ficou sob vigilância policial. A medida foi confirmada pela AFP na quinta-feira.
O aviso apareceu na quarta-feira à noite, quando autoridades americanas informaram o escritório de Londres de uma ameaça de ataque a edifícios do banco em Paris. A ameaça veio de um grupo pró-iraniano que alegadamente planeava explosivos.
Apesar de o governo francês e os serviços de segurança considerarem que a França não é alvo direto, os interesses dos EUA e de Israel em território francês podem ser visados no contexto atual. Goldman Sachs ordenou o teletrabalho para os seus trabalhadores em Paris.
A agência não abriu comentários oficiais sobre o caso, limitando-se a confirmar a adoção de medidas de proteção. Parlamentares franceses reiteraram a importância de colaborar com as autoridades para avaliar o risco.
Contexto e desdobramentos
No fim de março, as autoridades francesas neutralizaram um atentado contra a mesma instituição financeira em Paris, a Bank of America, com quatro suspeitos. Um adulto foi identificado como recrutador de três menores.
A Procuradoria Nacional Antiterrorista francesa investiga possíveis ligações com um grupo islamista ainda pouco conhecido. As autoridades não confirmam ligações formais, mas apontam potenciais vínculos com o Irão.
O grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya, conhecido pela sua atuação anterior, já reivindicou ataques contra comunidades judaicas em várias jurisdições europeias. A investigação continua para clarificar vínculos com redes extremistas.
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