O grupo pró-iraniano HAYI é apontado como possível autor da tentativa de ataque contra o Bank of America, em Paris, realizada no sábado. A investigação ainda não confirmou a ligação, segundo o procurador antiterrorismo francês.
O gabinete do procurador indicou que um vídeo publicado a 23 de março visava comunidades judaicas na França e na Europa, mencionando a sede do Bank of America na capital, no 8.º arrondissement. A ligação com o grupo está a ser estudada.
O HAYI (Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya) tem estado associado a ataques anteriores contra alvos norte-americanos, israelitas e judaicos na Europa. Fontes de segurança indicam que o grupo pode recrutar criminosos para ataques sob a influência de modelos iranianos.
Suspeitos e plano
Quatro suspeitos foram formalmente constituídos arguidos: três menores e um adulto. Uma quinta pessoa foi libertada por falta de provas. A investigação aponta que o adulto recrutou os menores entre as noites de 26 e 27 de março, com pagamentos entre 500 e 1000 euros.
Os jovens teriam sido pagos para plantar, acionar e filmar o ataque. O dispositivo utilizado na tentativa consistia num bidão de gasolina de cinco litros com carga pirotécnica potente, segundo perícia acionada. Os investigadores descrevem o explosivo como o mais potente já identificado em França neste género.
Perceção global
Os suspeitos negam a intenção terrorista, incluindo os menores que admitiram saber que o alvo não era uma habitação. A procuradoria trabalha com autoridades da Bélgica, da Alemanha e dos Países Baixos na monitorização de ataques ligados ao HAYI ocorridos em março pela Europa.
Resposta diplomática
A Embaixada do Irão em França não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O governo francês tem explorado a possível ligação com Teerão, sem confirmação oficial à data. A investigação mantém o foco no planeamento e nos responsáveis pelo ataque.
Entre na conversa da comunidade