- O grupo pró-iraniano Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya (HAYI) é apontado como possível responsável pela tentativa de ataque ao Bank of America em Paris, ocorrida no sábado.
- O procurador antiterrorismo francês afirmou que a ligação entre o grupo e o ataque ainda não foi formalmente estabelecida.
- Quatro suspeitos foram constituídos arguidos; três são menores, recrutados entre as noites de 26 e 27 de março mediante pagamento entre 500 e 1000 euros, para “plantarem” o dispositivo, acionarem-no e filmarem a ação.
- O equipamento utilizado na tentativa de 28 de março consistia num bidão de cinco litros de gasolina fixado a uma grande carga pirotécnica, considerado o dispositivo pirotécnico mais potente já identificado em França.
- A procuradoria nacional antiterrorismo está a trabalhar com autoridades da Bélgica, da Alemanha e dos Países Baixos na investigação de ataques ocorridos em março ligados ao HAYI; a quinta pessoa envolvida foi libertada por falta de provas.
O grupo pró-iraniano HAYI é apontado como possível autor da tentativa de ataque contra o Bank of America, em Paris, realizada no sábado. A investigação ainda não confirmou a ligação, segundo o procurador antiterrorismo francês.
O gabinete do procurador indicou que um vídeo publicado a 23 de março visava comunidades judaicas na França e na Europa, mencionando a sede do Bank of America na capital, no 8.º arrondissement. A ligação com o grupo está a ser estudada.
O HAYI (Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya) tem estado associado a ataques anteriores contra alvos norte-americanos, israelitas e judaicos na Europa. Fontes de segurança indicam que o grupo pode recrutar criminosos para ataques sob a influência de modelos iranianos.
Suspeitos e plano
Quatro suspeitos foram formalmente constituídos arguidos: três menores e um adulto. Uma quinta pessoa foi libertada por falta de provas. A investigação aponta que o adulto recrutou os menores entre as noites de 26 e 27 de março, com pagamentos entre 500 e 1000 euros.
Os jovens teriam sido pagos para plantar, acionar e filmar o ataque. O dispositivo utilizado na tentativa consistia num bidão de gasolina de cinco litros com carga pirotécnica potente, segundo perícia acionada. Os investigadores descrevem o explosivo como o mais potente já identificado em França neste género.
Perceção global
Os suspeitos negam a intenção terrorista, incluindo os menores que admitiram saber que o alvo não era uma habitação. A procuradoria trabalha com autoridades da Bélgica, da Alemanha e dos Países Baixos na monitorização de ataques ligados ao HAYI ocorridos em março pela Europa.
Resposta diplomática
A Embaixada do Irão em França não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O governo francês tem explorado a possível ligação com Teerão, sem confirmação oficial à data. A investigação mantém o foco no planeamento e nos responsáveis pelo ataque.
Entre na conversa da comunidade