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Páscoa com sol e praias sem vigilância: nadadores-salvadores pedem máximo cuidado

Páscoa com sol e praias sem vigilância aumenta o risco de afogamentos; FEPONS exorta vigilância anual para salvar vidas

O período da Páscoa é considerado de alto risco nas praias portuguesas
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  • A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores alerta que o período da Páscoa é o mais crítico para afogamentos em praias sem vigilância, com tempo bom e muitos banhistas.
  • A organização pede vigilância de nadadores-salvadores durante todo o ano, para reduzir mortes nas praias, citando Nazaré como exemplo de eficácia.
  • Em 2024, registaram-se 20 mortos por afogamento neste período e 121 mortes em Portugal continental no total anual, a diminuir 21,9% face a 2023.
  • A maior parte das ocorrências ocorreu no mar (41,3%), seguido de rios (31,4%) e poços (9,9%), com maioria a ocorrer em locais sem vigilância.
  • Até maio de 2025, já morreram 49 pessoas por afogamento, sendo o terceiro valor mais alto desde 2017.

A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) pediu reforço da segurança dos banhistas durante as férias da Páscoa, período considerado o mais crítico para o afogamento em praias sem vigilância. O apelo visa reduzir riscos em uma altura em que a população está de férias e o tempo costuma ser bom.

O presidente da FEPONS, Alexandre Tadeia, afirmou que se aguarda um “período de duas semanas” particularmente sensível nas praias não vigiadas. O alerta surge porque as condições aquáticas não são propícias ao lazer e há maior afluência de banhistas.

Dados da federação mostram que estas duas semanas da Páscoa costumam registarem valores superiores à média de afogamentos. A média histórica é de 4,96 mortes por quinzena; na Páscoa, esse valor tende a dobrar e, em alguns anos, até quadruplicar.

Dados nacionais

Em 2024, durante este período, houve 20 óbitos por afogamento em Portugal. A FEPONS destaca a necessidade de ampliar a vigilância das praias ao longo de todo o ano, especialmente em zonas com menor monitorização.

Segundo o Relatório Nacional de Afogamento 2024, foram registadas 121 mortes por afogamento em Portugal continental, 21,9% menos que em 2023. O mar concentrou 41,3% das ocorrências, seguido dos rios (31,4%) e poços (9,9%).

Ainda segundo a federação, a maioria das mortes ocorreu em locais sem vigilância. O mês de maior número de afogamentos foi abril, com 21,5% do total. Dados de 2025 indicam 49 óbitos até maio, o terceiro volume mais elevado desde 2017.

Medidas e exemplos

A FEPONS defende a implementação de vigilância permanente, modelada segundo sistemas internacionais com nadadores-salvadores ativos ao longo do ano. Em zonas com vigilância contínua, como a Nazaré, regista-se menor número de óbitos fora da época balnear.

Alexandre Tadeia argumenta que a vigilância permanente pode salvar vidas, especialmente durante períodos de maior afluência turística e más condições marítimas. A federação sustenta que a prevenção passa pela presença contínua de profissionais junto às praias.

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