Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

GNR alerta sobre impacto psicológico em militares na violência doméstica

GNR alerta para peso psicológico profundo em militares que lidam com violência doméstica, com risco de esgotamento e afastamento

GNR
0:00
Carregando...
0:00
  • A GNR alertou para o peso psicológico profundo nos militares que trabalham na área da violência doméstica, devido à exposição contínua a traumas.
  • O comandante Pedro Oliveira destacou que a gestão constante de situações de alto risco gera fadiga compassiva e stress crónico, podendo levar ao esgotamento; acrescentar uma camada investigatória pode afastar profissionais.
  • A notícia foi partilhada numa audição conjunta na Subcomissão para a Igualdade e Não Discriminação, com a PSP e a Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica.
  • A GNR assegura reforçar a resposta especializada nas primeiras 72 horas após a apresentação da queixa, mantendo a ligação com o Ministério Público e investindo em formação e atendimento às vítimas.
  • Em 2025, a área de atuação registou dez homicídios em violência doméstica, onze vítimas (duas crianças); a GNR tem 349 salas de atendimento e 178 militares nas equipas especializadas 24/7; foram realizadas 929 ações de formação para cerca de 37 mil pessoas; e houve 14.071 denúncias recebidas, com 1.401 detenções.

A GNR alertou esta terça-feira para o peso psicológico profundo enfrentado por militares que trabalham na área da violência doméstica. A exposição contínua a traumas é identificada como fator de risco para o esgotamento profissional.

O comandante do comando operacional, Pedro Oliveira, explicou que a atuação na área implica fadiga compassiva e stress crónico, pela empatia excessiva em cenários de violência e sofrimento das vítimas.

Foi destacada a necessidade de evitar camadas adicionais de complexidade investigativa, para não afastar os profissionais. A verba da direção foi pedida para reforçar o apoio.

A audição na Subcomissão para a Igualdade decorreu com a presença de representantes da PSP e da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica, para analisar iniciativas em curso.

A GNR garantiu reforçar a resposta nas primeiras 72 horas após a apresentação de queixa, mantendo articulação com o Ministério Público, e investindo em formação e atendimento às vítimas.

O comandante sublinhou ainda que o principal desafio preventivo está em situações de baixo a médio risco, onde pode haver falsa sensação de segurança, exigindo reavaliação permanente.

Pedro Oliveira avançou que, em 2025, registaram-se 10 homicídios em contexto de violência doméstica na área de atuação da GNR, com 11 vítimas, incluindo duas crianças.

Propôs um procedimento de dupla avaliação de risco e o reforço da retirada de armas de fogo no momento da denúncia, como medida cautelar, independentemente do risco.

Foi referido que as dificuldades administrativas afetam a denúncia e que a GNR diversifica meios de prova, reduzindo dependência de declarações da vítima.

Acompanhamento legislativo foi mencionado, com cautela para evitar duplicações com instrumentos legais já previstos, mantendo foco na aplicabilidade prática.

A GNR dispõe de 349 salas de atendimento a vítimas e de equipas especializadas, com funcionamento 24/7, abrangendo 178 militares em todo o país.

Em 2025, cerca de 426 militares realizaram 929 ações de formação, envolvendo cerca de 37 mil pessoas, com 327 ações sobre violência doméstica e 602 sobre violência no namoro.

No ano anterior, a GNR recebeu 14.071 denúncias, menos que em 2024, e efetuou 1.401 detenções por violência doméstica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais