- Cerca de três mil carros podem ficar parados nas bermas das autoestradas, SCUTS ou vias rápidas durante a Páscoa, devido à suspensão de serviços de longo curso por parte dos reboques a partir de 2 de abril de 2026.
- A decisão ocorre porque as empresas de pronto-socorro rodoviário deixaram de prestar serviços de longo curso e fora das localidades, por serem mais dispendiosos.
- O anúncio foi feito pela Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), que alerta para um risco elevado de perturbações na circulação.
- A subida do preço dos combustíveis, principalmente do gasóleo, é a principal razão financeira para a insustentabilidade das operações neste setor.
- O levantamento aponta que várias empresas já consideram reduzir frotas e trabalhadores, o que pode aumentar os tempos de resposta dos serviços de pronto-socorro rodoviário.
A ARAN — Associação Nacional do Ramo Automóvel — alertou para o risco de cerca de 3000 carros ficarem parados nas bermas de autoestradas, SCUTS e vias rápidas durante a Páscoa, sem assistência rodoviária. O motivo é o despedimento de serviços de longo curso por parte de empresas de reboque, em resposta ao aumento dos custos de combustível.
A medida entra em vigor no dia 2 de Abril de 2026, quinta-feira santa, e afeta serviços de pronto-socorro rodoviários que operam fora das localizações habituais. Segundo a ARAN, os reboques não vão prestar apoio a veículos avariados ou acidentados em áreas distantes, por serem mais dispendiosos.
A associação explica que o incremento superior a 40 cêntimos no preço do gasóleo, registado nas últimas semanas, coloca as empresas em dificuldades financeiras. O impacto esperado inclui redução de frotas e de trabalhadores, o que poderá atrasar os tempos de resposta dos serviços de assistência em estrada.
Entre na conversa da comunidade